segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Paixão por trufas...

por Lia Sahadi
Especial para este Blog
Além das grandes lojas do ramo, é cada vez maior o número de pessoas que, artesanalmente, preparam e comercializam produtos derivados do chocolate. Dentre elas, está Maria Amélia Monteiro Dias Ferrari, 30 anos, nascida em São Paulo e que ainda criança mudou-se para José do Sapucaí, Minas Gerais.

A maioria das pessoas é apaixonada por chocolate. Há até os que se autodenominam chocólatras, os viciados em tal delícia. Lojas como a Kopenhagen e a Cacau Show investiram em recheios e formas de apresentação do chocolate para atrair fregueses. Hoje contam com mais de 226 e 480 lojas respectivamente.
Começou a vender pães de queijo e enroladinhos para comprar passagens e visitar o namorado que havia se mudado de Minas para trabalhar na capital federal. Seu contato inicial com o preparo de produtos de chocolate aconteceu quando uma de suas primas, após ter feito um curso de Ovos de Páscoa, dispôs-se a ensiná-la. Um dia, ao folhear uma revista, viu uma receita de trufa e resolveu experimentá-la. Praticou bastante antes de começar a vender o produto.

Em 2001, Maria Amélia mudou-se para Brasília, pois começaria a trabalhar em uma empresa prestadora de serviços tecnológicos. Em seguida, casou-se com seu namorado e teve sua filha, Maria Júlia. O casamento durou três anos. Mesmo trabalhando oito horas por dia e tendo de cuidar da filha e dos afazeres domésticos, não deixou de fazer aquilo que se tornou sua verdadeira paixão: as trufas.

Hoje, nove anos após aprender a fazê-las, ela vende, em média, 400 trufas por mês, diretamente ao consumidor ao preço de R$ 2,50 a unidade. Também fornece sua especialidade à cantina do Banco do Brasil e para uma padaria da 716 Norte que lhe pagam R$ 1,50 por unidade. Sobre a diferença do preço, Maria Amélia explica: “tenho que vender mais barato, pois eles não vão pegar um produto sem possibilidade de lucro.”
As trufas fazem tanto sucesso na cantina do Banco do Brasil que os clientes até reclamam ao dono quando falta algum sabor. “Hoje quase apanhei aqui porque estavam faltando alguns sabores”, brincou o dono da cantina.
Fazer trufas é muito demorado. Leva-se de três a quatro horas para dar o ponto do chocolate, para em seguida recheá-las. Maria Amélia chega a ficar acordada até às seis horas da manhã em época de Páscoa devido às grandes encomendas, precisando contratar uma pessoa para ajuda-la no período. Mesmo tendo o dia muito corrido, nada a impede de fazer suas trufas. “Quando você está fazendo uma coisa que gosta, você nem se importa, nem vê o tempo passar”, afirma. Além do mais, garante que o lucro é ótimo. Chega a faturar R$ 2.500 líquidos na Páscoa.
São 15 sabores de trufas: abacaxi, morando, figo, cupuaçu, damasco, coco, cereja, nozes, mousse de maracujá, limão, tradicional, passas ao rum, creme de castanha e creme de morando. A de passas ao rum a recordista de vendas. Maria Amélia, que mora na 716 Norte com a filha, prepara semanalmente suas trufas, e diz que a única coisa que sente é não ter um espaço maior para prepará-las. Ela tem a preocupação de tirar toda a gordura do chocolate ao prepará-las para chegar ao ponto certo e a massa não ficar pesada. A gordura retirada não fica sem serventia. O subproduto é dado a uma senhora que a usa para fazer sabão.
Maria Amélia pretende fazer um site de venda de trufas pela internet e até mesmo abrir uma pequena loja .

3 comentários:

hccastro disse...

Sou testemunha da qualidade das trufas e da dedicação da Maria Amélia em fazer bem feito.
Parabéns, Maria Amélia!!!
Hércules de Carvalho
Brasília DF

Fernando disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernando disse...

Mesmo morando em Uberlândia MG tive o privilégio de experimentar as deliciosas trufas da Maria Amélia ..." AH MEU DEUS QUE SAUDADES DAS TRUFAS DA AMÉLIA ,AS TRUFAS DA AMÉLIA QUE SÃO TRUFAS DE VERDADE ..." rs são divinas ,abra mesmo uma loja e abra uma filial em Uberlândia !!!Parabéns e sucesso !!!
Fernando Stevart MG