quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Verde e vermelho

Decoração de Natal não é só feita de árvores e velas. Você pode vestir também seus sofás de Natal.
Olhem só! Estas almofadas foram um achado numa dessas lojinhas de presentes baratinhos. Esta fica na Comercial da 203 Norte. Vale a pena o investimento. Não são apenas decorativas. O lado não bordado é macio,confortável e dá aconchego especial.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Santo Relicário tem tudo o que você precisa para presentear neste Natal

Marina Birche de Carvalho, natural de São Paulo, capital, estudou suas primeiras séries em um colégio de freiras no interior, Penápolis, onde aprendeu trabalhos manuais, desenvolvendo um talento nato, herdado da mãe, descendente de espanhóis.

As dificuldades encontradas pela família, de sete irmãos, a levaram para o mercado de trabalho aos 14 anos, como costureira em uma loja de decorações, onde "pedalava" uma máquina industrial, confeccionando cortinas. Foi seu primeiro contato com a arte da decoração.

Com 16 anos chegou a produzir uma Amostra de seus trabalhos, durante uma semana, no salão paroquial da cidade, onde cortinas se misturavam com objetos de madeira e ferro, flores do campo e alvenaria, tudo moldado, lixado, pintado e/ou desidratado, com acabamento em tinta a óleo, além de flores de plástico.

Perto da década de 70, as dificuldades do pai, comerciante, e o modelo econômico vigente, traçavam como destino para os filhos as carreiras de "bancário ou professor". Sem o apoio da família, Marina enveredou-se para a área jornalística, impulsionada pelo bom desempenho escolar em português e francês. Trabahou nas mais conceituadas editoras em São Paulo, chegando ser "gost writter", com seus direitos autorais vendidos, além ser produtora de dois programas diários, na Rádio Mulher, situada na Granja Viana.

Sempre inseparável de sua máquina de costura, teve como hobby fazer croquis e pilotar escolhas de modelos masculinos e femininos para lojas da Rua Augusta e Shopping Iguatemi. O casamento, em 1976, lhe traria dissabores nesse contato com a moda, e o nascimento de dois filhos com fibrose cística, fizeram "seu mundo parar". Alan e Alex partiram. O marido também partiu. Ficou a Marina e sua filha Alix, que também herdou, da mãe e da avó, dotes para artesanato.

Perdas acumuladas após a morte dos filhos trouxeram Marina e Alix para Brasília, há 6 anos. Com o apoio do irmão Mauro, hepatologista brasiliense, finalmente conseguiu um espaço para divulgar seus trabalhos e o de mais de 15 artesãos da região. Santo Relicário! Nome para a loja, obra-prima da filha Alix, que se inspirou na música de Nando Reis, Relicário, com interpretação de Cassia Heller.

Marina considera que cada cliente é um relicário e a loja também é um relicário. Por que não, SANTO RELICÁRIO!?! Vibrante nas cores, alegre na decoração, alternativa para todos os gostos, a loja não passa desapercebida. Lá é possível se encontrar desde roupas, bolsas, bijuterias, origamis, kirigamis, mandalas, e outros enfeites. O espaço fica na SCLN 315 bloco "D" loja 30 e funciona das 9h às 19h, de segunda a sábado. Você pode também um passeio pelo site www.flickr.com/santorelicario, vale a pena!!!

Brechós virtuais

http://gardenyasbrecho.blogspot.com

Uma idéia antiga que ganhou cara nova com a internet: são os brechós on-line. Basta um clique para acessar páginas onde é possível "vasculhar" e achar aquela peça que pra você faz a diferença. Há quem desconfie, pois as peças que chegam a custar menos da metade do que valeriam na loja. E o brechó guarda seus tesouros.

“Eu adoro vir aqui pra comprar algumas peças retrô, como vocês tão vendo essa bolsa do tempo da vovó”, diz a psicopedagoga Vânia Oliveira. O brechó também se ajustou aos tempos modernos. “A gente adapta também junto com o ateliê de restaurar essas peças, colocar na numeração da pessoa, ter realmente uma peça só de cada”, afirma Wanbecy Brito, dona do brechó.

Mas será mesmo preciso sair de casa para ver o que um brechó oferece? Muita gente já descobriu que não. Em vez de procurar endereços no catálogo telefônico, vasculha na internet. A tela do computador virou vitrine de roupas e adereços usados. Quatro publicitárias e centenas de peças esquecidas no guarda-roupa. Passar adiante, um bom negócio. Elas criaram um blog para isso. Usam técnicas de marketing, mandam e-mails, fazem promoções até para se destacarem entre muitos outros bazares que funcionam on-line.

“A gente investe na produção das fotos, na produção dos textos, tudo usando o que a gente conhece em publicidade”, diz a publicitária Juliana Benbassat.

Roupa deixou de ser despesa para se tornar fonte de renda. Algumas das meninas faturam uma média de R$ 1.000 por mês. Elas também fazem trocas on-line, num mercado cheio de particularidades. “As clientes que tiverem interesse nas peças podem pedir medidas mais específicas de busto, de cintura, de quadril. Elas se medem em casa, meio que fazem uma prova virtual pra poder saber se a roupa cabe”, explica a publicitária Anna Terra.

A maior parte dos clientes é de outros estados. A roupa segue pelos Correios. Não falta gente disposta a pagar o frete. Assim se dá um troca-troca que movimenta guarda-roupas pelo Brasil, pelo mundo inteiro. “Não tenho mais roupa velha. O que é velho, o que é seminovo, a gente já está postando no blog”, explica Catarina Souto, que também faz parte do brechó na internet.
Fonte G1

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Projeto do Microempreendedor Individual deve ser votado dia 3 de dezembro

Reunião entre o presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves, líderes políticos e empresariais para tratar da votação do projeto de lei

Por Dilma Tavares
http://www.agenciasebraedenoticias.com.br/

Na quarta-feira (03/12), deve ser votado no Plenário do Senado o Projeto do Microempreendedor Individual (MEI). Trata-se do Projeto de Lei da Câmara 128/08, que ajusta a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e poderá beneficiar cerca de 11 milhões de empreendedores, como costureiras, sapateiros e manicures.

Acordo com esse objetivo foi fechado em reunião de líderes dos partidos e do governo na tarde desta terça-feira (25) no gabinete do presidente da Casa, senador Garibaldi Alves. Para isso, acertaram que, até a terça-feira (2), limparão a pauta do Plenário, que está trancada por medidas provisórias e projetos com urgência constitucional.
A reunião teve a participação de líderes empresariais, de representantes do Sebrae e da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa no Congresso, além do ministro da Previdência Social, José Pimentel. Eles pediram urgência na aprovação do projeto. Isso para dar tempo de, havendo alterações, a matéria voltar para análise da Câmara e a lei ser sancionada ainda este ano e passar a valer a partir de janeiro de 2009.

“É um projeto de extrema importância e praticamente todo acordado. O problema é que temos que fazer a fila andar”, explicou o relator do projeto, senador Adelmir Santana, referindo-se à necessidade de liberação da pauta. “Temos que dar um jeito na fila”, reforçou o ministro José Pimentel.

“É um projeto de inclusão social porque é auto-sustentável”, defendeu o empresário e secretário de Emprego do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que define o projeto como “um antídoto” para os impactos da crise financeira no País.

O projeto, que cria o Microempreendedor Individual, atende a empreendedores com receita bruta anual de até R$ 36 mil. Conforme o Sebrae, vai atender um público potencial de aproximados 10,3 milhões de empreendedores informais no País. Entre eles estão costureiras, sapateiros, manicures, barbeiros, marceneiros, encanadores e mecânicos. Como atuam na economia informal, normalmente não pagam tributos, mas também não têm benefícios previdenciários.

Quem aderir ao MEI ficará isento de quase todos os tributos. Pagará mensalmente apenas R$ 45,65 de INSS, R$ 1 de ICMS ou R$ 5 de ISS. E terão direito à aposentadoria por idade ou invalidez, seguro por acidente de trabalho, licença-saúde e licença-maternidade. A família do segurado recebe pensão por morte e, se for o caso, auxílio-reclusão.

De acordo com o ministro José Pimentel, além da cobertura previdenciária desse segmento econômico, o mecanismo também representa ganhos para a Previdência. “O sistema traz para a formalidade mais de 10 milhões de empreendedores. Para a Previdência isso implica receita”, garante. Os valores, explica, dependem da capacidade do governo e demais envolvidos no processo em fazer chegar essas informações ao empreendedores e incentivar a formalização.

Informal aguarda nova lei e sonha com aposentadoria

Margarida vende queijos e bolos na Feira de Caruaru, Pernambuco

Por Marcelo Araújo
Caruaru - Com a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 128/2008, que está no Senado, será instituída uma nova categoria: a do Microempreendedor Individual (MEI). A classificação promete, para os que aderirem, menos burocracia e carga tributária leve.
O projeto pretende estimular a formalização de negócios para um público potencial de até 8 milhões de empreendedores. Margarida Rodrigues da Silva, que vende queijos e bolos em uma barraca do setor de alimentos da Feira de Caruaru, na cidade pernambucana de mesmo nome, é uma das empresárias informais que pode se beneficiar com a MEI.
Dona Margarida trabalha com apenas uma funcionária eventual. Assumiu os negócios após a morte do marido, há 13 anos. Desde então, a comerciante oferece aos clientes uma apetitosa variedade de iguarias, que inclui queijo manteiga, queijo coalho, bolos e bolachas. Apesar do rico cardápio, segundo a comerciante, os ganhos são reduzidos.
Com uma margem de lucro pequena, diz que não consegue arcar com os custos da formalização, como os gastos para abrir empresa, pagar um contador e os impostos. A informalidade, para Dona Margarida, traz problemas, como a dificuldade de obtenção de empréstimos nos bancos. Na opinião da comerciante, a pior questão relacionada a estar na informalidade diz respeito à impossibilidade de se aposentar.
“Vou ter que continuar trabalhando indefinidamente, mesmo que um dia não tenha condições de saúde para isso”, constata a empreendedora. Pelo PLC 128, quem optar pelo MEI pagará R$ 45,65 à Previdência Social e terá direito à aposentadoria. Margarida Rodrigues tem sua situação de trabalho legalizada na Feira de Caruaru. Ela paga à prefeitura do município uma taxa semanal apelidada de 'Chão' para vender seus produtos. Ainda assim, ela se sente insegura pela sua condição de informal.
“Estando formal, você dorme mais tranqüilo”, diz. Ao ser informada sobre o PLC 128 e sobre as vantagens de aderir ao MEI, caso o projeto seja aprovado, Margarida demonstra entusiasmo. “Se virar realidade e eu me formalizar, quem sabe melhore minha vida e possa investir mais no meu negócio”, planeja.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Para governo, medidas anticrise estão funcionando

O governo está satisfeito com a capacidade de reação do país e com o resultado das medidas tomadas para fazer frente à crise financeira, exibindo, inclusive, boa dose de otimismo ao vislumbrar uma situação comparativamente melhor do que aquela vivida antes dos primeiros sinais de deterioração no quadro econômico.
As avaliações transmitidas no encerramento da reunião ministerial convocada, ontem, segunda-feira (24) para discutir a crise refletem satisfação e otimismo. Isso transparece na explanação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e mais ainda no apanhado político do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, sobre o sentido geral da reunião.
Não há qualquer sinal de que o governo vá baixar a guarda em relação aos problemas que possam surgir. Ao contrário, deve continuar agindo e sublinhando as ações em defesa da economia brasileira. O balanço mostra que os ministros Mantega e Henrique Meirelles estão satisfeitos com as medidas tomadas e o presidente Lula satisfeito com as ações do governo.

Crescimento
Manter e até ampliar os investimentos em infra-estrutura agrupados no PAC e estimular o investimento privado, além de dar continuidade aos programas sociais, foram prioridades reiteradas pelo presidente Lula na reunião ministerial. Se houver necessidade de ajustes, estes devem ser feitos preferencialmente no custeio. Segundo Guido Mantega, essas prioridades já representam uma política anticíclica.
Apesar das previsões sombrias para 2009 no plano internacional, o relato do ministro da Fazenda indica que o crescimento de 4% passou a ser encarado como meta e que devem convergir para esse objetivo as medidas tomadas na área fiscal e monetária (redução do custo financeiro).

Mais informações
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Em destaque: Crise não chega ao setor de construção civil

Estadão Online - Após cair fortemente em outubro, a confiança do consumidor seguiu trajetória negativa também em novembro e atingiu o menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005. É o que revelou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desse mês, que caiu 4,2%, em comparação com a retração de 10% em outubro. O dado foi anunciado nesta terça-feira, 25, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Correio Braziliense - Temporais matam 63 e arrasam Santa Catarina: É a pior catástrofe natural já enfrentada pelo estado. Ruas inteiras estão debaixo d'água em Joinville (C). Na vizinha Jaraguá do Sul (E), milhares de pessoas perderam as casas. Outras tantas, a própria vida. O cenário aterrador se repete em Blumenau (D), varrida pela lama. Itajaí está com 90% dos imóveis submersos. O abastecimento de energia e água potável entrou em colapso. Como os deslizamentos de terra afetaram praticamente todas as estradas catarinenses, pelo menos oito municípios estão isolados.


Gazeta Mercantil - A crise está longe ainda de chegar ao mercado de construção civil. Ontem, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) refez, pela quarta vez neste ano, as projeções de crescimento do setor, elevando a previsão inicial de 12% para 28% em 2008, a um faturamento estimado de R$ 100 bilhões. A revisão se deve ao registro de elevação de 36,5% nas vendas acumuladas até outubro, na comparação com o ano anterior.


O Globo - Ao apresentar sua equipe eco-nômica para enfrentar a crise global, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, agiu como se já tivesse sido empossado, sinalizando ao mercado que decidiu ocupar o vácuo de poder representado pela opaca atuação do presidente Bush. Obama afirmou que ele e a equipe já começaram a trabalhar na elaboração de um pacote agressivo de estímulo à economia, que seria proporcional ao tamanho da atual crise financeira e deve ficar pronto cinco dias antes de sua posse, em 20 de janeiro.


Folha de SãoPaulo - Numa complexa operação financeira para salvar o segundo maior banco do país, os EUA injetaram US$ 20 bilhões no Citigroup e se comprometeram a honrar a maior parte de US$ 306 bilhões em papéis "podres". No mês passado, o banco já recebera US$ 25 bilhões. O governo americano passará a ser o maior proprietário do Citigroup, com 7,8% em ações do banco. Terá controle sobre bônus dados a executivos e imporá limites ao pagamento de dividendos a acionistas. É a terceira grande operação-resgate nos EUA desde agosto.


O Estado de São Paulo - A equipe do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, está elaborando um programa de estímulo fiscal de US$ 500 bilhões a US$ 700 bilhões para os próximos dois anos. Será um dos maiores pacotes de gastos públicos desde a depressão dos anos 30 e deverá ser implementado "o mais rápido possível", anunciou Obama. O plano incluirá a criação de 2,5 milhões de empregos até 2011, além de financiamento para obras públicas e promoção de energia alternativa.


Valor Econômico - A Bolsa de Nova York disparou ontem, puxando outros mercados como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com a revelação dos detalhes do plano de resgate do Citigroup e com a confirmação da equipe econômica do presidente eleito dos EUA Barack Obama. O índice Dow Jones subiu 4,93% e o Ibovespa, 9,4%.


Jornal do Brasil - Pesquisa da consultoria Economática mostra que o lucro de 15 bancos atingiu R$ 6,92 bilhões no terceiro trimestre e superou, pela primeira vez, o resultado de todos os setores da economia (excetuando Vale, Petrobras e Eletrobrás). Na última reunião ministerial do ano, o governo definiu em 4% a estimativa de crescimento para 2009 e prometeu campanha de incentivo ao consumo.Outros destaques

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Decoração Natalina atrai adultos e crianças


Por Lia Sahadi
Especial para este Blog

Localizado perto do Sudoeste, bairro nobre de Brasília, o Terraço Shopping decidiu investir na decoração natalina. Por ser freqüentado principalmente por com casais jovens con filhos pequenos, o Shopping montou no centro da praça principal um verdadeiro "cantinho" do Papai Noel. Com direito a trenzinho para as crianças brincarem e uma grande e colorida árvore de Natal.

Quem for passear pelo shopping e/ou parar para um lanchinho pode assistir a corais e bandas, com repertórios de canções refinadas e contemplativas, todas as quartas de novembro e dezembro, a partir das 19h30, com classificação livre e acesso gratuito.
Além de concorrer a um presente especial: uma promoção para os clientes que efetivarem compras a cima de R$150,00 utilizando os cartões Visa ou Visa Electron, tendo direito a um cupom para concorrer a uma viagem à Nova York. A promoção ocorrerá no período de 20/11 a 30/12 de 20Nesta quarta-feira, dia 26, o Duo Ágora apresenta músicas de Ernesto Nazaré, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Tom Jobim, Chico Buarque, Villa Lobos, assim como a música popular de compositores de outros países, como Astor Piazzola, Carlos Gardel e Gershwin.
O grupo é formado por Marie de Novion e Alberto Sales, músicos que realizam um trabalho de fusão entre a música clássica e a Música Popular Brasileira, com arranjos especiais para a viola.
Com uma área de 20.000m² quadrado, dividido em três pisos e contando com mais de 120 lojas, entre salão de beleza, lavanderia, academia e cinema, o Terraço Shopping é uma excelente opção para compras de natal. Abre diariamente das 10h às 22h.

Congresso: Meirelles em dose dupla

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, volta ao Congresso na quarta-feira para fazer a apresentação semestral sobre o comportamento da política monetária (leia-se política de juros). No dia seguinte, Meirelles deve participar de debate no Senado sobre autonomia do BC. Tema recorrente em tempos de crise.

Semana de Empreendedorismo supera expectativas

O Diretor do Instituto Endeavor, Paulo Veras, que trouxe a Semana Global de Empreendedorismo para o Brasil este ano, comemora o sucesso da iniciativa: "Tivemos a maior semana empreendedora do mundo", afirma. Ela foi realizada em 78 países, inclusive maiores que o Brasil, como Estados Unidos, Índia e China.

"A semana superou todas as nossas expectativas. Criamos uma base sólida para os anos seguintes." A semana já faz parte do calendário de 2009. E a crise financeira global não deve reprimir os ímpetos empreendedores na opinião de Veras: "O brasileiro já passou por crises internas piores. Está acostumado a trabalhar com dificuldade".

O Sebrae promoveu ativamente a Semana Global de Empreendedorismo por meio de eventos em todos os estados do País, inclusive associando-os à Feira do Emprendedor no Rio Grande do Norte, no Piauí e no Rio Grande do Sul, entre outras menos recentes.

Fonte: O Globo

Projeto que amplia efeitos da Lei Geral das MPE continua no Senado

Quase 11 milhões de empreendedores informais, de costureiras a sapateiros, podem ser beneficiados com o Projeto de Lei da Câmara 128/08, que aguarda votação no Senado.
A proposição tramita em regime de urgência, mas ainda espera inclusão na pauta do Plenário, trancada por medidas provisórias. Como trata de matéria tributária, se a aprovação e a respectiva sanção ficarem para 2009, a lei só valerá em 2010.
Para sensibilizar os senadores a votarem o projeto o quanto antes, Sebrae, entidades empresariais e contabilistas prometem realizar, nesta terça (25) e quarta-feira (26), manifestações no Senado, uma vez que faltam basicamente três semanas para o recesso parlamentar.
Mais informações:
www.agenciasebrae.combr

Indústria adere à reforma dos impostos

O setor produtivo saiu de uma avaliação com ressalvas para o apoio praticamente integral à proposta de reforma tributária em tramitação na Câmara. A razão para essa mudança foi o entendimento que a reforma é modernizadora e aproxima a legislação brasileira das economias mais avançadas.

O parecer do deputado Sandro Mabel (PR-GP) foi aprovado na manhã dessa quinta-feira, depois de discutido durante toda a noite em uma comissão especial da Câmara. A expectativa é que a proposta vá para o plenário com alterações, na forma de uma emenda aglutinativa, que contemplaria sugestões apresentadas na reunião da comissão.

O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) acredita que a proposta possa chegar ao plenário na próxima semana. É uma avaliação otimista. A oposição vai insistir para que a Câmara adie a deliberação sobre a matéria. Ligado à indústria, Rocha Loures considera que o atual sistema tributário não responde à complexidade da economia brasileira, classificando-o como arcaico, viciado e injusto.

Ele avalia que o empresariado industrial compreendeu que a reforma é melhor do que o modelo atual, por privilegiar a produção em detrimento da arrecadação, projetar o fim da predadora guerra fiscal e tornar o sistema mais simples e transparente.

Rocha Loures aponta outras vantagens, como a simplificação da estrutura de impostos, a transparência e a perspectiva de se reduzir as batalhas judiciais em torno do sistema de impostos.

O relator Sandro Mabel apresentou um complemento de voto, atendendo a algumas reivindicações dos estados e das bancadas. O voto complementar não foi objeto de disputa na reunião noturna e serviu para reduzir a área de atrito com os governos estaduais.
O voto complementar introduziu 13 modificações no parecer, respondendo a preocupações apresentadas, a exemplo de:
  • insegurança jurídica em relação aos benefícios fiscais concedidos; falta de clareza no artigo referente à cobrança de royalties;
  • possibilidade de criação de nova contribuição sobre movimentação financeira na forma do IVA federal;
  • perda de receitas da Previdência Social com a desoneração;
  • possibilidade de criação de uma contribuição social sobre grandes fortunas;
  • ]falta de recursos para o Fundo de Equalização de Receitas.

Fonte: http://www.santafeideias.com.br

Destaques: Governo discute novo pacote anti-crise

G1 - O partido do presidente Hugo Chávez triunfou na maioria dos estados nas eleições regionais ocorridas neste domingo (23) na Venezuela, mas a oposição conseguiu vitórias nos estados mais populosos e em Caracas, em uma votação que registrou participação recorde dos eleitores.

Valor Econômico - Grandes companhias que atuam no Brasil, lideradas pelos bancos e operadoras de telecomunicações, planejam manter – e em alguns casos até ampliar – os orçamentos de tecnologia da informação (TI) em 2009.

O Globo - Com a escolha de Lawrence Summers para a direção do Conselho Econômico Nacional, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, completou sua equipe econômica, que deve ser anunciada oficialmente hoje. Ao lado de Timothy Geithner, futuro secretário do Tesouro, Summers liderará o grupo que levará adiante um plano para combater a crise econômica com medidas mais ambiciosas do que as prometidas na campanha.

O Estado de São Paulo - O governo discutirá hoje, em reunião ministerial, um novo pacote contra a crise econômica. Entre as medidas previstas estão cortes do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para setores em dificuldades, como agricultura, indústria automobilística e construção civil, manter investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e até uma campanha publicitária para que o brasileiro não deixe de consumir.

Correio Braziliense - Servir aos órgãos públicos nem sempre é garantia de ter os direitos trabalhistas respeitados. É o que revela o aumento de 38,7%, em um ano, do número de denúncias no Ministério Público do Trabalho contra empresas que prestam serviços terceirizados à administração pública federal com a contratação de pessoal.

Folha de São Paulo - TCU vê convênios irregulares de R$ 166 milhões na Funasa: Com o controle da terça parte dos investimentos do Ministério da Saúde e orçamento anual de R$ 4,5 bilhões -maior do que vários outros ministérios-, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) registra desvios de dinheiro público em escala milionária.

Gazeta Mercantil - Autoridades brasileiras se reúnem nesta semana para definir os próximos passos a serem tomados para solucionar o problema relacionado à decisão do governo equatoriano de aplicar calote na dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de US$ 243 milhões, para a construção da hidrelétrica de San Francisco. No sábado, o embaixador do Brasil no Equador, Antonino Marques Porto, retornou ao País, convocado por Brasília.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Jornalista e, nas horas vagas, artesã


Por Lia Sahadi
Especial para este Blog

A jornalista Maria Cecília Azevedo trabalha prestando serviços na área de Rádio para o Sebrae Nacional. Casada e mãe de duas filhas, nas horas vagas faz bijuterias. Natural de Pelotas (RS), Cecília mudou-se para Brasília, no final da década de 80, à procura de emprego. “Foi amor à primeira vista”, diz sobre a cidade.

Casada há 20 anos, Maria Cecília conheceu o marido Marcelo, em uma viagem de férias ao Sul para visitar seus parentes. Do casamento, nasceram Mariana e Camila, 16 e 12 anos, respectivamente. Passou a produzir bijuterias para seu próprio uso. E, conforme ia usando, as pessoas se encantavam o que lhe deu idéia de fazer peças tambem para vendas. “Eu sempre achei que não tinha habilidade nenhuma. Não gosto de cozinhar, não sei costurar. Descobri que tinha talento além da minha profissão, fazendo biju”, afirma.

Maria Cecília sempre que viaja procura peças diferentes para que suas bijuterias tenham um diferencial das encontradas em lojas. Gosta de fazer peças diferentes do convencional, únicas, mantendo-se sempre informada sobre as tendências do momento.

“O mercado é inesgotável, porque as mulheres são muito ecléticas, têm os mais variados gostos”, diz. Por se ocupar de todo o processo, desde a compra do material, criação, produção e venda, sozinha, e levando em média uma hora e meia em cada peça, não há grandes quantidades de peças disponíveis. Mas aceita encomentas encomendas.

Cobrando entre R$25,00 e R$45,00, a artesã garante que faz as bijuterias muito mais para satisfação pessoal do que para retorno financeiro, pois é um momento em que encontra paz e descanso para a mente. Mas admite que o dinheiro ajuda nas despesas pessoais

Maria Cecília diz que é gratificante ver pessoas em ambientes de trabalho ou de festas usando peças de sua criação. Com a proximidade do Natal, está investindo em conjuntos de colares e brincos, além de pulseiras, boas sugestões de presentes.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cartões mantém perspectivas de crescimento

A instabilidade econômica mundial não alterou os hábitos do consumidor brasileiro. Isto é o que mostra o estudo “Setor de cartões: Crescimento em tempos de crise”, produzido pela Itaucard. O faturamento da indústria de cartões aumentou 21,3% no mês de outubro, comparado ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 19,8 bilhões. Em novembro, esse faturamento deve chegar a R$ 20,3 bilhões, o que representará expansão de 21,9% em relação ao mesmo mês de 2007.

“O atual momento macroecômico do País favorece a confiança do consumidor em sua capacidade de pagamento futuro, mesmo com desaquecimento da economia mundial. E o setor de cartões de crédito é beneficiário direto deste cenário, tanto pela manutenção do consumo da população quanto pela evolução das emissões de novos plásticos”, afirma Fernando Chacon, diretor de Marketing do Banco Itaú. Em novembro, a indústria deve contar com 108,9 milhões de cartões circulando no Brasil, quantidade 18,8% superior ao mesmo período de 2007.
Leia Mais e Baixe o Estudo Completo Aqui

Fonte: http://www.relatoriobancario.com.br/

Cinco bancos brasileiros entre 20 mais lucrativos das Américas

Os cinco maiores bancos brasileiros estão entre as 20 instituições financeiras mais lucrativas das Américas, revela levantamento da consultoria Economática. O Bradesco, Banco do Brasil e Itaú são os bancos brasileiros mais bem posicionados na lista e ocupam, respectivamente, a terceira, quarta e quinta posição no ranking, que considera os resultados apurados no terceiro trimestre de 2008.

O Unibanco e o Santander do Brasil são o décimo e décimo sexto. Nas primeiras posições do ranking estão os bancos estadunidenses Wells Fargo e Bank of America. Mesmo com a crise financeira global originada nos EUA, 11 das 20 instituições financeiras do país estão entre os 20 bancos mais rentáveis do continente. Depois dos EUA, o Brasil, com cinco bancos, o México e o Chile, cada um com dois bancos, são os países mais representações na lista. O estudo considera os bancos dos EUA e da América Latina, sem incluir as instituições financeiras canadenses. Leia Mais e Veja o Ranking Completo Aqui.

Fonte: http://www.relatoriobancario.com.br

Destaque de hoje: Estímulosfiscais contra a crise...

O Estado de S.Paulo - O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu ontem o uso de até 2% do PIB mundial, ou USS 1,2 trilhão, como estímulo fiscal para estancar a espiral de recessão - que agora é oficial no Japão e na zona do euro. Segundo o FMI, as economias avançadas devem ter um recuo de 0,3% do PIB em 2009, "É hora de usar todos os instrumentos", disse Strauss-Kahn. Em comunicado conjunto, as maiores empresas da Europa pediram aos governos redução de impostos, corte de juros, acesso a crédito e a conclusão da Rodada Doha para enfrentar a crise. Fortalecidas pela recessão nos países ricos, China e Índia informaram ontem que não abrirão seus mercados. Segundo ambos, serão os países ricos que terão de fazer concessões para permitir um acordo comercial até o fim do ano, conforme acertado pelo G-20.

O Globo - A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já se preparam para jogar mais R$ 13 bilhões na economia. A Caixa oferecerá R$ 8 bilhões para servidores públicos federais comprarem imóveis em até 30 anos. Além disso, a própria Caixa e o Banco do Brasil estão ampliando os recursos para crédito com desconto em folha (consignado) em até R$ 5 bilhões no ano que vem. Ontem, o Citigroup anunciou que cortará 53 mil empregos no mundo, incluindo o Brasil.


Jornal do Brasil - O governo brasileiro já retirou de seus cofres cerca de R$ 150 bilhões, destinados a evitar a contaminação da crise financeira internacional. Na conta, incluem-se gastos com leilões de dólares e linhas de empréstimos para os setores automobilístico, comércio exterior e construção civil. Mais otimista do que em declarações anteriores, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o Brasil vai crescer acima da média mundial. Mais pessimista, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou que vai segurar a maior parte dos US$ 700 bilhões do pacote anticrise até que Barack Obama assuma o governo em janeiro.


Valor Econômico - BB negocia alterações radicais no crédito rural: Maior financiador do setor agrícola, com uma carteira de dois milhões de contratos, o Banco do Brasil negocia com o governo uma ampla alteração nas regras do sistema de crédito rural, instituído em 1965. O banco propôs uma "reengenharia" para ampliar garantias de preços, indenizar perdas climáticas e assumir riscos e custos de crédito do produtor.


Folha de S.Paulo - Para governador de MT, falta de crédito tem consequências graves. Máquinas de agricultores inadimplentes já são recolhidas no Estado


Jornal do Brasil - Governo decide votar reforma: A reforma tributária vai a votação até quinta-feira. O governo quer tirar da equipe econômica a responsabilidade do atraso, mas a tática é de risco: não há garantia de apoio dos governistas ao parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO).


Correio Braziliense - Recessão já paira sobre o Brasil: Economistas brasileiros calculam que o país vai entrar oficialmente em recessão, tal qual o Japão e a Europa. A má notícia, segundo eles, será dada em março do ano que vem, quando o PIB deve cair pelo segundo trimestre seguido.
Colaborou: Allan Madsen

Senado começa a lidar com medidas anticrise

por Carlos Lopes
Politica&Poder
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Chegou a vez do Senado no exame das medidas provisórias anticrise, uma vez que a Câmara aprovou tanto a flexibilização do redesconto quanto a compra da participação, pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica, da participação em instituições financeiras públicas e privadas.
Primeiramente, o Senado tem dois problemas para resolver. Trata-se de duas medidas provisórias que criam cargos e concedem reajustes a aproximadamente 450 mil servidores, com comprometimento extensivo a 2012.

Na semana passada as matérias já haviam adquirido status de prioridade, mas nada foi votado. De um lado, os servidores ainda negociavam a abrangência dos reajustes. De outro, a oposição e mesmo a base governista não manifestavam qualquer entusiasmo com as matérias, que vieram em muito má hora.
É provável que as duas MPs sejam votadas e que o Senado dê início à discussão da flexibilização do redesconto. O relator, Francisco Dornelles (PP-RJ), elogia as ações do governo no combate aos efeitos da crise financeira e promete alterações tão somente de redação, para que a matéria não tenha que retornar à Câmara.

Não se deve esperar do Senado nenhum avanço na MP-443, aprovada semana passada na Câmara, salvo a definição do nome do relator. Em relação a bancos públicos, a agenda está com o Palácio do Planalto. É que nessa terça-feira a agenda do presidente Lula prevê reunião com dirigentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES, da qual devem participar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
A Câmara pode votar em comissão especial o parecer à proposta de reforma tributária. A maior parte dos estados pede o aprofundamento da discussão, mas o governo quer votar. É bom lembrar que essa é apenas uma etapa do processo e que a disputa tende a se intensificar à medida que a tramitação da matéria avance.

Governo, Senado e Câmara têm um ponto comum na pauta. São as mudanças no Plano Geral de Outorgas que vão permitir, na telefonia, a compra da Brasil Telecom pela Oi.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

De bem com a vida!


Por Lia Sahadi
Especial para este Blog

Ana Paula Lima Santos, 22 anos, a Aninha (foto), é uma pessoa alegre e determinada. Consegue tirar renda para suprir necessidades mais imediatas vendendo docinhos na faculdade onde estuda. Teve uma trajetória de vida difícil, mas isso não a impede de correr atrás dos seus sonhos. Natural de Valente (BA), Ana Paula nasceu com uma deficiência motora. Sua mãe biológica, Risélia Lima Santos, sem condições financeiras de sustentá-la e lhe dar o tratamento necessário, deu-lhe em adoção. Aos oito meses de idade foi adotada por Josefa Maria das Neves, que lhe deu carinho e o tratamento necessário para sua reabilitação. Porém o destino lhe pregou mais uma peça: sua mãe adotiva sofreu um acidente e morreu.
Aninha passou, então, a morar com uma tia. Aos 16 nos, mudou-se para Brasília. Foi morar com a irmã adotiva, Gislene, pois queria estudar. Conseguiu bolsa integral em um cursinho pré-vestibular e passou a trabalhar em uma operadora de telemarketing. Aos 19 anos, Ana Paula saiu da casa da irmã e alugou um quarto em casa de família, por R$150 reais mensais. Mas a Teleperformance, empresa onde trabalhava, diminuiu o quadro de funcionários e Aninha foi demitida. Nesta fase, já estava namorando Alexandre, seu grande incentivador e companheiro.
“Ela é uma menina muito forte, guerreira, batalhadora. Ela pode contar comigo em qualquer momento. Sempre que ela precisar vou estar ali para ajudá-la”, diz Alexandre.
Sem trabalho e sem o dinheiro que recebia mensalmente ficou difícil pagar o aluguel e foi morar com seu namorado e seus sogros, que a receberam com muito carinho e amor. “Sou eternamente grata por tudo que fazem por mim”, afirma.
Mesmo não conseguindo passar na Universidade de Brasília, Ana Paula não desistiu de correr atrás de seu sonho, que era o de fazer o curso de Jornalismo. Tentou e conseguiu bolsa integral, por meio do Pro-Uni, programa do Governo Federal, bolsa integral para a Faculdade IESB de Brasília.
Teve, então, a idéia de fazer docinhos para vender na faculdade, pois não queria depender do dinheiro de ninguém comprar suas coisas. Vende docinhos três vezes por semana, por R$1 a unidade. Os abores são diversos : brigadeiro, beijinho, brigadeiro com morango, casadinho, ovomaltine, palha italiana e prestígio.
Os docinhos são conhecidos e adorados pelos colegas e demais alunos, que muitas vezes até ligam fazendo encomendas. Com a renda obtida, além de comprar o que precisa para a vida diária, até lhe permite comprar ingressos para shows de seus artistas preferidos.

Décimo terceiro injetará R$ 78 bilhões na economia. Veja outros destaques dos jornais de hoje...

O Estado de S. Paulo - Os governadores José Serra e Aécio Neves, os dois principais nomes do PSDB na disputa pela sucessão do presidente Lula, lançaram ontem pacotes de ajuda ao setor produtivo para enfrentar os efeitos da crise internacional.

- Lucro líquido da Petrobras cresce 96% e bate recorde. O lucro da estatals no terceiro trimestre de 2008 atingiu o recorde de R$1O,852 bilhões, valor 96% superior ao verificado no mesmo período do ano passado. No ano, o lucro chega a R$ 26,58O bilhões, 67% maior que o do mesmo intervalo de 2007. Os resultados ainda não refletem a queda dos preços do petróleo. A cesta de produtos da Petrobras foi vendida no período a um preço médio de USS112 por barril, e ontem o petróleo fechou cotado abaixo de US$ 60.

Valor Econômico - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a elaborar, a pedido do governo, uma lista de projetos considerados irreversíveis e que sobreviverão à crise de liquidez e ao desaquecimento da economia. A lista dos dois primeiros setores está pronta e soma investimentos de R$ 64,7 bilhões para projetos que estarão concluídos até 2011.
- Petrolíferas mantêm caça à mão-de-obra.Muitos setores industriais cortam custos e funcionários. Mas as petrolíferas multinacionais, que lutam com a falta de mão-de-obra especializada para suas plataformas marítimas, continuam recrutando trabalhadores agressivamente, com ofertas de salários elevados, bônus e treinamento. Essas empresas, em conjunto, pretendem construir 180 plataformas nos próximos três anos, que se somarão às 640 já existentes. Os projetos abrangem muitos lugares do planeta, da costa brasileira e o Golfo do México até os litorais do Mar Cáspio e do Vietnã. Cada nova plataforma exige em média 200 trabalhadores, incluído o pessoal em terra. A queda dos preços do petróleo não freou esses projetos.


Jornal do Brasil - O pagamento do 13º salário neste fim de ano vai engordar a economia com cerca de R$ 78 bilhões a mais em circulação, segundo o Dieese. São 4,4 milhões de novos trabalhadores recebendo o benefício, número quase 7% maior do que em 2007. O valor injetado representa 2,7% do PIB.

Folha de S.Paulo - O Governo de São Paulo lançou uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financeiras das montadoras de veículos de todo o país. È o mesmo valor disponibilizado na semana passada pelo governo federal para tentar minimizar os efeitos da crise.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Projeto que amplia efeitos fiscais da Lei Geral das MPE é aprovado pela CAE do Senado


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei da Câmara 128/08, que ajusta a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), conhecida como Lei do Supersimples. A comissão também aprovou pedido de urgência para a tramitação do projeto no Plenário, mas isso depende da liberação da pauta, atualmente trancada por medidas provisórias.

O projeto cria o Microempreendedor Individual (MEI), que beneficia empresas com receita bruta anual de até R$ 36 mil e com até um empregado. Elas ficarão isentas de praticamente todos os tributos incluídos no Simples Nacional - sistema de tributação do segmento que unifica a cobrança do IRPJ, IPI, PIS, Cofins, CSLL, INSS patronal mais ICMS e ISS. Os integrantes do MEI pagarão mensalmente R$ 45,65 de INSS para a sua própria aposentadoria, além de R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS, se for o caso.
"É mais uma etapa vencida e esperamos pela vitória no Plenário", comemorou o presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva.

O texto também resolve problemas relativos ao ICMS para empresas do Simples Nacional, como a cobrança antecipada do imposto com valor agregado e a substituição tributária. Permite ainda a inclusão de novos serviços e setores econômicos ao Simples Nacional. São eles: serviços de instalação, reparos e manutenção em geral, de decoração e paisagismo, escolas de ensino médio e cursos preparatórios para concursos. Inclui também setores da área de saúde, como ressonância magnética, raio-x, ultrasonografia e próteses.

O PLC 128 foi aprovado com a polêmica emenda n° 23, que permite a adesão ao Simples Nacional de setores como clínicas médicas, veterinárias, odontológicas e de fisioterapia, além de escritórios de serviços advocatícios, de corretagem de seguro, de representação comercial, de jornalismo e de publicidade. A senadora Serys Slhessarenko apresentou destaque para retirada da emenda. Ela disse que era para facilitar a tramitação, comprometendo-se a apresentar projeto específico em seguida, mas o destaque foi rejeitado.

"As micro e pequenas empresas darão retorno ao governo com aumento da base de arrecadação", acrescentou Valdir Pietrobon, presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), segmento também beneficiado com o projeto.

A expectativa do relator, senador Adelmir Santana, é de que o projeto seja aprovado até a próxima semana no Senado e ainda este ano na Câmara, para que possa valer já em 2009. "É urgente que se vote essa matéria que já foi acordada, é suprapartidária, e que já deveria ter sido aprovada para entrar em vigor no ano que vem", disse o senador.

Sacoleiros

O Plenário do Senado também poderá votar, na próxima semana, o Projeto de Lei da Câmara 27/08, que institui o Regime de Tributação Unificada (RTV) na importação terrestre de mercadorias procedentes do Paraguai e regulamenta a atividade dos sacoleiros. O projeto tramita em regime de urgência e deverá receber parecer em plenário, conforme acordo entre os relatores nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Assuntos Econômicos, além da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.

Mais informações:
www.agenciasebrae.com.br

Novembro já indica retomada do crédito

A média de concessão de crédito no Páis, que caiu em outubro em relação a setembro, já começou a se recuperar no fim do mês passado, reagindo às medidas do governo. A avaliação é do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Segundo dados já em mãos do governo, o crédito chegou ao final de outubro ainda em queda, mas menor.

Quando à adoção de políticas anticíclicas por países afetados pela crise financeira mundial, Meirelles ressaltou que, em se tratando de política monetária, cada governo deve adequá-la à realidade de sua economia.

"Todos temos que fazer políticas anticíclicas, sim, política fiscal, sim, política de liquidez, sim, e cada um tem que adotar a política monetária adequada, sim. Os países estão doentes, precisam se tratar? Sim, mas o remédio difere para cada um, porque têm efeitos colaterais, " afirmou.

Países em boa situação fiscal (como o Brasil) - continuou - podem e devem aumentar gastos, enquanto os mais frágeis precisam do apoio de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Meirelles não comentou a possibilidade de o Banco Central voltar a aumentar os juros em dezembro, quando se dará a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Apenas ressaltou que não há contradição entre política de juros levando-se em conta a meta de inflação e a política de prover a liquidez do mercado. "Hoje temos que, ao mesmo tempo, olhar para a meta de inflação e prover liquidez."

BC analisará mecanismos que pode dar agilidade à concessão de crédito para pequenas e médias

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse irá discutir com a equipe jurídica do Banco Central uma sugestão dada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). O senador entende que para maior segurança na concessão, os bancos ao receberem solicitações de crédito de pequenas e médias empresas tendo como garantia recebíveis (receitas futuras advindas de contratos de fornecimento de produtos e serviços) de grandes companhias, tenham acesso à informação sobre se esses papéis já foram usados anteriormente.

"Por que não se cria um dispositivo no qual a grande empresa credora dê essa informação, se o título foi usado antes? Isso daria mais segurança e agilidade para fazer o empréstimo", sugeriu Mercadante.

Meirelles respondeu que "é uma boa idéia". "Vou analisar hoje com o Departamento Jurídico do Banco Centrol. Isso já está no bojo do cadastro positivo."

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Direto da rede...

Crise, notícias do from americano
Folha Online

1. A Circuit City, segunda maior cadeia americana de lojas de produtos eletrônicos, anunciou sua quebra nesta segunda-feira e pediu proteção sob o chamado "Capítulo 11" da lei de falências dos Estados Unidos. Em comunicado, a rede, porém, informou que manterá suas lojas abertas por conta da aproximação das festas de fim de ano.

A rede de lojas, espalhada por 28 Estados, tem lutado contra o gasto menor dos consumidores e o aperto do crédito. O anúncio de hoje ocorre uma semana depois do fechamento de 155 lojas (cerca de 20% do total) por parte da Circuit City e a redução de 17% de seus trabalhadores nos Estados Unidos.

2. A gigante alemã de serviços postais Deutsche Post anunciou nesta segunda-feira que eliminará 9.500 postos de trabalho ao encerrar as atividades de correio privadoexpresso (DHL) nos Estados Unidos, unidade que gera fortes prejuízos. As demissões somam-se aos 5.400 empregos j[a suprimidos desde o início do ano. Em comunicado, a Deutsche Post informou calcular que a reestruturação da empresa custará US$ 3,9 bilhões. A DHL, que compete com a UPS e a FedEx, emprega cerca de 18.000 trabalhadores nos Estados Unidos.

3. As Bolsas americanas passaram a operar em queda nesta segunda-feira, depois de registrarem altas de 1,5% a 2% pela manhã. O otimismo dos investidores quanto ao plano de quase US$ 600 bilhões do governo chinês para combater a crise não resistiu ao temor quanto ao futuro da americana General Motors. Outros dados negativos divulgados hoje também pressionaram os índicadores.

  • As ações da fabricante americana de veículos chegaram a cair quase 26%, depois que o Deutsche Bank rebaixou os papéis da empresa para "venda" e reduziu a meta de preços para as ações da GM. Na semana passada, a GM anunciou um prejuízo de US$ 2,5 bilhões de julho a setembro, além de ter gasto US$ 6,9 bilhões do seu caixa no trimestre pela "desaceleração da demanda por veículos combinada com a crise de crédito, especialmente na América do Norte e na Europa".
  • A seguradora AIG teve um prejuízo de US$ 24,5 bilhões no trimestre passado;
  • A gigante hipotecária dos EUA Fannie Mae reportou um prejuízo de US$ 29 bilhões no mesmo período

Destaques dos jornais, nesta segunda-feira,10

Folha de S.Paulo
O G20, clube de países que somam cerca de 85% da economia mundial, constatou que o risco de recessão é bem maior que o de inflação e sugeriu ações para combatê-la em sua reunião em SP. O texto de conclusão afirma ainda que o G20 "deve maximizar sua eficácia", mas não o define como substituto do G8 – que reúne os sete países mais ricos e a Rússia. Defende ainda que o FMI e o Banco Mundial "devem ser reformados de modo abrangente".

  • O presidente Lula deu sinal verde para o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa, banco do governo paulista, informa Kennedy Alencar. O negócio, de R$ 6,4 bilhões, deverá ser concretizado nesta semana. Além da Nossa Caixa, o BB deverá confirmar também a compra de 49% das ações do Banco Votorantim. Folha de S,Paulo - Máquina da UFRJ faz multiplicação de célula-tronco: Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro desenvolveram um biorreator que permitirá obter bilhões de células para uso em terapia.
O Estado de S. Paulo - A China anunciou um pacote de estímulo à economia que prevê investimentos de US$ 586 bilhões nos próximos dois anos. As áreas que terão recursos são infra-estrutura e tecnologia, entre outras. O governo decidiu ainda reduzir a carga tributária de empresas e incentivar o crédito bancário. Em Roma, a ministra Dilma Rousseff disse que o pacote chinês reflete o papel dos emergentes na crise: "As medidas estão no mesmo sentido do que já fizemos no Brasil".

Valor Econômico

  • O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), trabalha obstinadamente para construir sua plataforma de campanha. Desde que chegou ao Palácio dos Bandeirantes, combina uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas, que inclui o arrocho salarial do funcionalismo - origem de algumas greves de servidores. No ano passado, o governo paulista investiu R$ 9 bilhões e o PAC, R$ 8 bilhões. Neste ano, desembolsou R$ 12,7 bilhões até outubro, enquanto o governo federal, R$ 8,2 bilhões.

  • Empresas resistem à derrocada da bolsa: Em meio à onda de baixas que a crise trouxe às bolsas, há um pequeno rol de companhias que abriram o capital de 2004 para cá e que têm revelado surpreendente resistência. Das mais de cem companhias que estrearam na Bovespa nos últimos anos, só Natura, Le Lis Blanc e Nossa Caixa têm valorização em 2008.

Correio Braziliense - Os participantes do encontro admitem, porém, que não será fácil lidar com o movimento expansionista, principalmente os países emergentes, porque nem todos estão suficientemente sólidos para elevar despesas de governo. A China saiu na frente e lançou um pacote de quase US$ 600 bilhões para estimular a economia doméstica. Sobre a capacidade do Brasil de ampliar gastos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que tal política não é necessária neste momento, pois não há uma queda acentuada do nível de atividade.
Colaborou: Allan Madsen
www.agenciasebrae.com.br

Falta de quórum e ajustes nas emendas atrasam aprovação do projeto que altera para melhor Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

A expectativa era que, após a conclusão das eleições municipais, fosse votado no Senado e enviado à sanção presidencial o PLC nº 128/08, que modifica pontos da Lei Geral da Micro e Pequenas Empresas.

Isso foi inviabilizado momentaneamente, tanto pela falta de quorum nas oportunidades em que a matéria foi incluída em pauta como pela necessidade de ajuste na análise das emendas apresentadas - informa o boletim semanal, divulgado pela Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional.

Entretanto, outras matérias, vinculadas aos pequenos empreendedores, avançaram no Congresso, a exemplo do projeto que estende ao ensino médio da rede pública o programa federal de alimentação (merenda escolar), atualmente restrito aos estudantes do ensino fundamental, beneficiando cerca de 8,2 milhões de alunos com custo estimado em R$ 362 milhões ao ano.

Nessa linha também podem ser citados o decreto que dobra o limite de renda – de R$ 60 mil para R$ 120 mil - para enquadramento de pessoas físicas e jurídicas no programa de microcrédito produtivo orientado; o projeto que destina 5% dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao financiamento da agricultura familiar em alguns municípios; e o acordo para encaminhamento favorável do denominado projeto dos “sacoleiros”.

Academias comemoram proximidade do verão...

Chega o final do ano e todo mundo quer entrar em forma rapidamente. É tempo de menos roupas, de ir para a praia, quem pode. Aumenta a motivação para se perder peso e melhorar as condições físicas. No Brasil inteiro, as academias começam a partir de outubro, novembro, a formar novas turmas. As matrículas podem aumentar 20%, na média.
O Boletim da Fecomércio desta segunda-feira, 10, informa que o movimento nas academias do DF deve fechar o último trimestre do ano com um aumento de 12%. Empresários aproveitam o período para conquistar novos alunos e cativar antigos clientes. Entre os serviços estão nutricionistas e fisioterapeutas.
Para atrair novos clientes e manter os atuais, a Academia Corpo 4 , por exemplo, prepara uma campanha para divulgar o Projeto Verão, com novidades incluídas no preço considerado normal como: como fisioterapeuta, nutricionista e um educador físico, que estarão à disposição dos alunos.
Neste mês, também segundo o Boletim, a academia, situada na 305 Norte, também deve inaugurar salas de ginástica no subsolo. A aula de corrida em esteiras que simula
subidas, descidas e exige boa capacidade cardiovascular se tornou disputada nas academias. “Lançamos recentemente e virou mania. É como se fosse uma aula de spining, mas nas esteiras. O treino é com intervalos, com aulas diferentes a cada dia”, explica o sócio-proprietário da Run Way, Márcio Padilha. Entre novembro e dezembro, ele espera um aumento de até 28% no número de alunos.

Cúpula do G-20 dá o tom dos debates econômicos

por Carlos Lopes

Politica&Poder
Santafé Idéias


A cúpula de chefes de Estado do G-20, que se realiza sábado em Washington, deve dar o tom dos debates na semana, uma vez que tem em pauta a adequação do sistema financeiro mundial ao cenário econômico. O Brasil deve participar alinhado com os países emergentes, que reivindicam mais poder de decisão.

No encontro preparatório do G-20, realizado no último final de semana em São Paulo, o presidente Lula ressaltou a pretensão, ao defender o grupo formado pelas economias mais desenvolvidas e pelos emergentes como o organismo capaz de arquitetar soluções para a crise.
O encontro de São Paulo apoiou uma nova regulação do sistema financeiro internacional, com o fortalecimento do FMI, do Banco Mundial e do Fórum de Estabilidade Financeira, que reúne ministros das Finanças, bancos centrais e autoridades de regulação financeira.
Até onde puderem, os emergentes vão exigir ações coordenadas, nas quais o G-20 tenha papel destacado.

Institucionalmente, o Brasil continua a respirar os ares da economia internacional. Depois da reunião preparatória da cúpula de Washington, São Paulo sedia a reunião bimensal do Banco de Compensações Internacionais (BIS). O presidente do nosso Banco Central, Henrique Meirelles, concede entrevista à tarde para falar sobre o encontro.

O presidente Lula passa a semana fora. Ele já se encontra em Roma, em uma visita que se faz acompanhar de missão empresarial, na qual 80 empresas brasileiras, coordenadas pela FIESP, vão discutir parcerias em negócios. Lula também participa de seminário sobre as oportunidades de investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Desta vez o presidente vai ser recebido no Vaticano para audiência com o papa Bento XVI. Lula deixa a Itália na quinta-feira rumo a Washington, onde participa da cúpula do G-20, vê George Bush e tenta se avistar Barack Obama, o presidente eleito que assume em janeiro.

No cenário doméstico, o ministro Guido Mantega vai negociar a MP-443 com os líderes partidários na Câmara, em reunião prevista para amanhã. A reforma tributária, que agora tem parecer, volta a ser debatida pelos membros da comissão especial, onde provavelmente vai ser votada em mais uma semana. As perspectivas são menos claras a partir daí, quando a matéria é levada ao plenário e o fator quórum começa a pesar.

O período, como sempre, é atípico no Congresso. Isso porque na sexta-feira termina o prazo para apresentação de emendas individuais e coletivas à proposta orçamentária. Vira um corre-corre desenfreado.

domingo, 9 de novembro de 2008

Trabalho por conta própria, tradição familiar...

Por Lia Sahadi
Especial para este Blog

Benedito Dias dos Santos trabalha por conta própria vendendo panelas, tapetes, edredons, persianas e roupas de cama. Começou a mascatear quando, há 16 anos, veio da Bahia para tentar a sorte em Brasília, incentivado por um tio que já tirava uma boa renda nessa atividade. O que lhe facilita a vida é trabalhar ao volante do próprio carro. Isso lhe dá mobilidade e grande conforto. Outra ferramenta de trabalho é o celular. Tem dois. para avisar a clientela onde está e fazer recebimentos.

Mascatear é uma tradição na família. "Ganhamos a vida assim", comenta.
Casado e pai de uma menina de dez anos, Benedito diz que o dinheiro que ganha é suficiente para sustentar a casa. E afirma gostar muito do que faz, principalmente porque muitos dos seus clientes acabam virando amigos

Benedito vende seus produtos por todas as quadras da Asa Norte, de segunda a sábado, quadras que lhe dão maior retorno. Começa a trabalhar às 8 horas da manhã diariamente e fica a postos até qu não haja qualquer possibilidade de cliente. Por isso, nunca tenha hora certa para chegar onde mora, nos Recantos das Emas.

Os preços de seus produtos variam. Pode-se encontrar tapetes de R$75,00 à R$270,00, além de edredons na faixa de R$120 à R$280,00. A qualidade do que vende compensa esses preços. Para a clientela cativa, vende à prestação. Aceita cheque pré-datados. O melhor de tudo é que trabalha com segurança. "Pago impostos, trabalho cem por cento na legalidade ", afirma.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Direto da rede...

Folha
Bolsas operaram com ganhos na Europa. mas Tóquio fecha em baixa. Bom humor de investidores divide espaço com temor sobre economia mundial. As Bolsas americanas operam em acom o retorno de compradores ao mercado de ações após dois dias de fortes perdas e apesar de dados sobre o mercado de trabalho piores do que o esperado.

No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) conseguiu encerrar esta semana em terreno positivo, pegando carona no desempenho positivo das Bolsas mundiais. Em um pregão bastante esvaziado, as ações da Petrobras responderam por quase um quarto dos negócios e lideraram a recuperação. Na semana, a Bolsa acumulou perda de 1,6%. E no 2008, o mercado acionário amarga retração de 42,6%.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira (07) que foram eliminados 240 mil postos de trabalho no mês de outubro, marcando o décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. O dado reflete a contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano e sinaliza que no quarto trimestre a economia do país deve manter o ritmo de declínio, aproximando-se de uma recessão.

A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,5% no mês passado, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

Estadão– A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou mais que o esperado em outubro, interrompendo quatro meses consecutivos de arrefecimento, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, 7. O IPCA subiu 0,45% no mês passado, ante alta de 0,26% em setembro, influenciado pelo preço dos alimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo.

Veja - As empresas de telecomunicações com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já perderam 36,3% de seu valor de mercado este ano. O porcentual é resultado da queda nas cotações dos papéis. De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira pela empresa de consultoria Economática, o valor de marcado das 11 operadoras listadas na Bovespa foi reduzido em 20,2 bilhões de dólares entre 2007 e 2008. No ano passado, o valor das 11 empresas somava 55,7 bilhões de dólares. Já em 2008, até a última quinta-feira, as teles valiam juntas 35,5 bilhões de dólares.
  • A companhia aérea Gol anunciou nesta sexta-feira nova queda na taxa de ocupação de suas aeronaves, que agora atingiu 56,8%. Este nível é 12 pontos porcentuais menor do que o registrado em outubro de 2007. De acordo com a empresa, o número de passageiros transportados caiu 17,5% ante o mesmo período do ano passado. A capacidade de transporte da empresa, porém, cresceu no período. Devido à aquisição de aeronaves, houve expansão de 6,1% no mercado doméstico, atingindo a capacidade de 2,66 milhões de passageiros por mês. Já no mercado internacional, houve recuo de 23,8%, para 486.400.
  • Apenas metade das obras impressionistas e modernas colocadas em leilão pela Christie's de Nova York recebeu ofertas na quinta-feira, informou a casa, que admitiu temer um impacto no mercado de arte pela crise econômica mundial maior que o provocado pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Em um salão lotado, mas com atmosfera pessimista, pouco mais da metade dos 85 lotes oferecidos tiveram compradores, entre eles um Picasso com tintas surrealistas, "Maria Teresa e sua irmã lendo" (foto), de 1935, vendido ao preço inicial: 18 milhões de dólares.No total, 56% das obras foram leiloadas, mas apenas 11% superaram o valor estimado de venda, incluindo a tela "Livro, pipa e taças" de Juan Gris (1915), vendida por 20,8 milhões de dólares.

Crédito para a exportação reaparece, mas a custos mais elevados. Este é um dos destaques dos jornais desta sexta-feira, 07. Veja mais:

Valor Econômico - Empresas de capital aberto devem obter o melhor resultado da história no terceiro trimestre, com lucros recordes, mesmo com a trapalhada dos derivativos e o efeito da variação cambial sobre as dívidas. Um levantamento de 68 balanços publicados até ontem mostra uma perda financeira mais de dez vezes maior que a do terceiro trimestre de 2007. Apesar disso, o conjunto de empresas fechou o trimestre com lucro líquido 25% superior ao do mesmo período do ano passado.
  • Depois da aguda escassez das últimas semanas, as linhas de financiamento à exportação começaram a reaparecer, embora os custos continuem muito elevados e os prazos de vencimento, curtos. Empresas de médio porte chegam a pagar 20% de juros ao ano no Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).
  • Dois meses de tensão no mercado financeiro e de forte alta do dólar derrubaram a venda de viagens internacionais em até 80%. Agências de turismo reduzem preços, negociam descontos com hotéis e dão ênfase às viagens de nacionais para manter os negócios

O Estado de S.Paulo - O governo anunciou ontem uma série de medidas para estimular a atividade econômica e reduzir o impacto da crise financeira internacional. A principal iniciativa foi ampliar o prazo para que as empresas paguem determinados impostos, o que deverá injetar R$ 21 bilhões na economia. Além disso, as linhas de empréstimo oficiais serão reforçadas, com a oferta de mais R$ 24 bilhões em crédito às empresas de grande e pequeno porte.

  • A queda nas vendas fez crescer o estoque de veículos nas fábricas e lojas. Elas fecharam outubro com 297,7 mil veículos em estoque, o equivalente a 38 dias de vendas. Antes da crise, o total mantido nos pátios das montadoras e nas revendas equivalia a 25 dias. Os dados incluem carros, caminhões e ônibus.
  • Pequenas têm maior agilidade para mudanças. Estratégias de sobrevivência distintas marcam a continuidade de empresas longevas de grande, médio e pequeno portes. Entre as micro e pequenas, as maiores dificuldades incluem ausência de comportamento empreendedor e de planejamento prévio, além de deficiências na administração do negócio, segundo Marco Aurélio Bedê, coordenador de pesquisas do Sebrae/SP.
Folha de S.Paulo - Sinais de recessão levaram o Banco da Inglaterra a fazer a maior redução de juros dos últimos 27 anos no Reino Unido. O corte foi de 1,5 ponto percentual, para 3%. O BCE (Banco Central Europeu) seguiu o mesmo rumo. Embora com menos agressividade: cortou a taxa em 0,5 ponto, para 3,25%. No Brasil, a ata da reunião do Copom que manteve o juro em 13,75% na semana passada indica que ele poderá voltar a subir.

Governo anuncia medidas anticíclicas para dar sustentação à economia...

Entre as medidas estão a liberarção de recursos adicionais do FAT para concessão de crédito às pequenas e microempresas, além de ampliação do prazo para recolhimento de impostos

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou na tarde de quinta-feira (06) , medida já anunciada pelo governo, de destinar adicionalmente R$ 5,25 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), aplicados em títulos públicos, à ampliação do crédito às pequenas empresas e microempresas. O objetivo é atenuar para o segmento os efeitos da escassez de crédito devido à crise financeira global.

Inicialmente serão liberados R$ 1,25 bilhão, inclusive para projetos de agricultura familiar. Os outros R$ 4 bilhões serão liberados a partir de janeiro, apenas para as empresas. O repasse desses recursos será feito pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES e outros agentes financeiros.

Além dessa medida, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou também durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a concessão de novas linhas de crédito para a produção, além de uma extensão no prazo para as empresas pagarem alguns tributos federais: o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Renda Retido na Fonte e a Contribuição da Previdência. Já o Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) vão ter apenas mais cinco dias de prazo.

Leia a matéria na íntegra:
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Xõ crise ! Natal, DF espera aumentar vendas em 25%

Considerado o melhor período de vendas do varejo, o Natal faz a alegria dos centros de compras do Distrito federal, que preparam decoração e atividades variadas para entreter e levar os brasilienses às compras.

A expectativa é de alta de 15% a 25% nas vendas e o tráfego de pessoas deve incrementarem até 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Os investimentos variam de R$ 500 mil a R$ 700 mil. No Alameda Shopping, a árvore de Natal com trenzinho é o atrativo da decoração de fim de ano. Ao todo, o centro investiu R$ 500 mil na ação de Natal.

“A expectativa é incrementar as vendas em 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Durante a campanha, também esperamos que o tráfego de pessoas cresça 20%”, anuncia o gerente de marketing Alexandre Mendes.

Papai Noel, duendes, fadas, magos e atividades para as crianças fazem parte das atrações
do Natal do Brasília Shopping. “Com um investimento de mais de R$ 700 mil na ação, esperamos um aumento de 25% nas vendas e 30% no fluxo em relação ao Natal de 2007”, ressalta o superintendente Geraldo Mello.

Para celebrar a data, o Terraço Shopping aposta em música erudita e Bossa-Nova. A decoração traz Fábrica de Bolas de Natal, com estação de trabalho dos pequenos ajudantes do Papai Noel.
O centro investiu R$ 560 mil nessas pré natalinas.

Fonte: Boletim da Fecomércio/DF

Aumento do prazo de pagamento dos impostos ajudará empresas a vencer a crise crise

Medida favorecerá especialmente pequenas indústrias
O aumento de dez dias no prazo de pagamento dos impostos federais anunciado hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ajudará as empresas brasileiras a superar a falta de liquidez e a escassez de crédito provocadas pela crise financeira internacional. “A medida terá impacto positivo, principalmente para as pequenas e médias empresas”, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, durante a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ele destacou, no entanto, que o governo deveria estender o prazo de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social para o último dia do mês. Isso porque, ao adiar do dia 20 para o dia 25 do mês, o prazo de recolhimento das duas contribuições aumentou em apenas cinco dias e não dez, como ocorreu com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto de Renda na fonte e as contribuições à Previdência Social. Segundo Monteiro Neto, todas as medidas adotadas pelo governo até agora para minimizar os efeitos da crise financeira foram corretas. ]

Atualmente, a indústria recebe o valor das vendas em um prazo médio de 45 dias e precisa pagar os impostos antes disso, dentro de 30 dias em média. Os dez dias adicionais para o recolhimento dos tributos permite um ajuste no fluxo de caixa das empresas. Na avaliação do presidente da CNI, a crise financeira traz novos desafios ao Brasil. Para enfrentar a recessão que se anuncia, o país terá que alterar a forma de condução da política econômica. Isso inclui o abrandamento da política monetária e um ajuste fiscal, que reduza os gastos correntes do governo e aumente os investimentos.

A dilatação do prazo de recolhimento dos tributos e a aceleração da compensação dos créditos tributários, outro compromisso mencionado pelo ministro da Fazenda, integram as medidas da agenda emergencial proposta na Carta da Indústria, documento consolidado no 3º Encontro Nacional da Indústria, que a CNI realizou em 28 e 29 de outubro, em Brasília.

A agenda emergencial para o país minimizar os impactos da crise propõe ainda a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a recomposição das linhas de finan­ciamento às exportações. Na Carta da Indústria, os empresários também sugerem avanços na agenda de longo prazo do país, para aumentar a capacidade de resposta da economia contra as crises externas e estimular o crescimento. A prioridade da agenda de longo prazo é uma reforma tributária que desonere os investimentos e as exportações. Na avaliação do presidente da CNI, o projeto de reforma tributária em tramitação no Congresso deve ter o apoio do setor produtivo, pois simplifica o sistema de arrecadação e desonera os investimentos e as exportações.

Ata do Copom sinaliza que BC pode voltar a elevar juros e é destaque do noticiário econômico

Estadão.com - Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro, divulgada hoje, afirma que os diretores do Banco Central entendem que "a consolidação de condições financeiras mais restritivas poderia ampliar os efeitos da política monetária sobre a demanda e, ao longo do tempo, sobre a inflação." No encontro que aconteceu no dia 28 e 29 de outubro, o comitê decidiu por unanimidade interromper o ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa Selic em 13,75% ao ano.
No mesmo trecho do documento, os membros do Copom sinalizam que a volta do aperto monetário não está descartada, ao defenderem que a política monetária deve atuar "na medida em que o balanço de riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, por meio do ajuste da taxa básica de juros, ainda que não necessariamente de forma contínua."

GI– As principais bolsas da Europa vivem mais um pregão de fortes quedas, nesta quinta-feira (6). Por volta das 7h15 (horário de Brasília), a bolsa de Londres recuava 2,96%, enquanto a de Paris perdia 3,64%. Em Frankfurt, na Alemanha, a baixa era de 3,09%.

Folha de S.Paulo - Em reunião em Brasília, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fecharam o preço básico da venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil: cerca de R$ 6,4 bilhões, apurou a Folha. O valor deverá sofrer ajustes antes de a operação se concluída. O preço de venda do banco paulista era o principal impasse nas negociações. Agora, a transação só depende do aval do presidente Lula.

Correio Braziliense - Banco do Brasil vai repassar R$ 4 bilhões ao setor automotivo para financiar a venda de veículos. O ramo foi atingido em cheio pela crise. Os negócios caíram 13,8% em outubro.

Valor Econômico - Estratégia do governo é apoiar o crescimento do mercado interno para compensar, ainda que parcialmente, a retração da demanda internacional, disse ontem o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante o seminário "O Valor da Moda", no Rio.
Colaborou: Allan Madsen

Para governo, economia continua crescendo em 2009, mas menos...

A expectativa do relator da proposta orçamentária de 2009, senador Delcídio Amaral (PT-GO) é que o governo apresente uma revisão nos parâmetros de inflação, câmbio e crescimento até 21 de novembro. Segundo o senador, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já trabalharia com um crescimento do PIB de aproximadamente 3,7% para o ano que vem.
Para aprovação do relatório preliminar, o relator cedeu às pressões e aumentou o valor das emendas individuais de R$ 8 milhões para R$ 10 milhões (cada parlamentar pode apresentar um máximo de 25 emendas que totalizem esse valor).

Tal medida, em tese, não significaria aumento de despesas, pois os recursos seriam buscados nas emendas de bancada (R$ 1,481 bi previsto) e de comissão, que acabam operadas pelos ministérios. Por que em tese? Porque, geralmente, são emendas de mais baixa execução, o que pode significar cortar vento.

Daqui para frente, a Comissão Mista e o Ministério do Planejamento possam trabalhar juntos na identificação dos cortes no custeio e no investimento, em função da revisão dos indicadores de crescimento econômico e da arrecadação, imposta pela crise financeira globa. A previsão da cúpula da Comissão é de votação final do Orçamento em 22 de dezembro.

Indústria só deve registrar impactos da crise em 2009

por Carlos Lopes
Politica&Poder
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) não espera mudança nos indicadores industriais dos próximos meses e até o final do ano, estimando que os impactos da crise financeira devam ser observados a partir de 2009, com a redução da demanda internacional e a recessão nos países mais avançados.

A expectativa da unidade de política econômica da entidade, não com base nos indicadores industriais de setembro, divulgados na última terça-feira, mas na Sondagem Industrial referente ao terceiro trimestre, é que os empresários venham a adequar a produção à demanda.

O gerente da unidade, Flávio Castelo Branco, considera crítica a recomposição da liquidez na economia doméstica, o que o leva a justificar o pleito da entidade junto ao governo para dilatação do prazo de recolhimento de impostos. A medida, segundo Castelo Branco, poderia desafogar o capital de giro das empresas, que recolhem o tributo antes da entrada do dinheiro das vendas no caixa.

A adequação de prazos de recolhimento, na visão da CNI, contemplaria o IPI, o PIS/Cofins, as contribuições previdenciárias e o ICMS (estadual). O economista da entidade discorda da avaliação no sentido de que a fusão anunciada dos bancos Itaú e Unibanco poderia desempoçar a liquidez. Para Flávio Castelo Branco, a fusão das instituições bancárias vai cumprir uma série de etapas, ao passo que o problema de liquidez exige solução imediata.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Trabalho por conta própria é fonte de renda para milhões de brasileiros

Por Lia Sahadi
Especial para este Blog

Dona Valcineide Coutinho, mais conhecida como Neide, dá um significativo incremento à renda doméstica com a venda de bolos e bolinhos que faz. Tem freguesia cativa em Taguatinga, onde mora com o marido e a filha, e na 515 Norte, onde já fêz um ampla rede de relacionamento entre funcionários do Sebrae Nacional, do Banco do Brasil e da Anvisa. Natural do Ceará está há 33 anos no Distrito Federal.

Ter carro próprio e saber dirigir ajuda muito Dona Neide na distribuição de seus bolos e bolinhos. Uma vez por semana ela chega bem cedo á 515 Norte e estaciona bem em frente da entrada principal do sebrae Nacional, à sombra de uma árvore.

Os bolinhos, vendidos a apenas um real são os preferidos dos mais jovens, que gostam de consumir apenas no lanche, no horário de trabalho.
Os bolos maiores como o de tapioca acima e o bom-bocado abaixo são comprados mais por funcionários que tem filhos e são levados para serem consumidos em casa.

Antes de optar pela fabricação e venda de bolos, Dona Neite vendia roupas para frequentadores de academias. Mas o negócio não foi para a frente porque não conseguiu ampliar a freguesia de forma a tirar uma renda que considerasse suficiente. Passou então a vender os bolos que uma cunhada fazia, porém como a a produção era insuficiente para atendimento da demanda que se formou, Dona Neide passou também a produzí-los.

Atualmente dona Neide atende por encomenda e organiza-se também para produzir todas as quartas, quintas e sextas-feirar, para atendimento direto à clientela que já formou em Taguatinga e na 515 Norte. Cobra entre R$6,00 e R$12,00 o bolo grande e R$1,00 o pequeno, o que lhe dá um faturamento líquido mensal de R$1000 reais. Diz que está satisfeita com o que ganha e que para garantir a frequesia continuará só usando produtos de primeira qualidade na preparação de suas quitudes.

Os bolos mais procurados são aqueles para o café da manhã ou da merenda da tarde, como os de laranja, de coco, de creme de milho, de chocolate, de castanha, de tapioca, de iogurte, de uva passas, de banana ou de banana com chocolate. Na categoria de especiais e também com bastante saída estão o Bolo Luiz Felipe (de queijo e leite), Bolo Pudim, Pão de Queijo de Tabuleiro e Bom-bocado.