sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Direto da rede...

Folha
Bolsas operaram com ganhos na Europa. mas Tóquio fecha em baixa. Bom humor de investidores divide espaço com temor sobre economia mundial. As Bolsas americanas operam em acom o retorno de compradores ao mercado de ações após dois dias de fortes perdas e apesar de dados sobre o mercado de trabalho piores do que o esperado.

No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) conseguiu encerrar esta semana em terreno positivo, pegando carona no desempenho positivo das Bolsas mundiais. Em um pregão bastante esvaziado, as ações da Petrobras responderam por quase um quarto dos negócios e lideraram a recuperação. Na semana, a Bolsa acumulou perda de 1,6%. E no 2008, o mercado acionário amarga retração de 42,6%.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira (07) que foram eliminados 240 mil postos de trabalho no mês de outubro, marcando o décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. O dado reflete a contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano e sinaliza que no quarto trimestre a economia do país deve manter o ritmo de declínio, aproximando-se de uma recessão.

A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,5% no mês passado, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

Estadão– A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou mais que o esperado em outubro, interrompendo quatro meses consecutivos de arrefecimento, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, 7. O IPCA subiu 0,45% no mês passado, ante alta de 0,26% em setembro, influenciado pelo preço dos alimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo.

Veja - As empresas de telecomunicações com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já perderam 36,3% de seu valor de mercado este ano. O porcentual é resultado da queda nas cotações dos papéis. De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira pela empresa de consultoria Economática, o valor de marcado das 11 operadoras listadas na Bovespa foi reduzido em 20,2 bilhões de dólares entre 2007 e 2008. No ano passado, o valor das 11 empresas somava 55,7 bilhões de dólares. Já em 2008, até a última quinta-feira, as teles valiam juntas 35,5 bilhões de dólares.
  • A companhia aérea Gol anunciou nesta sexta-feira nova queda na taxa de ocupação de suas aeronaves, que agora atingiu 56,8%. Este nível é 12 pontos porcentuais menor do que o registrado em outubro de 2007. De acordo com a empresa, o número de passageiros transportados caiu 17,5% ante o mesmo período do ano passado. A capacidade de transporte da empresa, porém, cresceu no período. Devido à aquisição de aeronaves, houve expansão de 6,1% no mercado doméstico, atingindo a capacidade de 2,66 milhões de passageiros por mês. Já no mercado internacional, houve recuo de 23,8%, para 486.400.
  • Apenas metade das obras impressionistas e modernas colocadas em leilão pela Christie's de Nova York recebeu ofertas na quinta-feira, informou a casa, que admitiu temer um impacto no mercado de arte pela crise econômica mundial maior que o provocado pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Em um salão lotado, mas com atmosfera pessimista, pouco mais da metade dos 85 lotes oferecidos tiveram compradores, entre eles um Picasso com tintas surrealistas, "Maria Teresa e sua irmã lendo" (foto), de 1935, vendido ao preço inicial: 18 milhões de dólares.No total, 56% das obras foram leiloadas, mas apenas 11% superaram o valor estimado de venda, incluindo a tela "Livro, pipa e taças" de Juan Gris (1915), vendida por 20,8 milhões de dólares.

Crédito para a exportação reaparece, mas a custos mais elevados. Este é um dos destaques dos jornais desta sexta-feira, 07. Veja mais:

Valor Econômico - Empresas de capital aberto devem obter o melhor resultado da história no terceiro trimestre, com lucros recordes, mesmo com a trapalhada dos derivativos e o efeito da variação cambial sobre as dívidas. Um levantamento de 68 balanços publicados até ontem mostra uma perda financeira mais de dez vezes maior que a do terceiro trimestre de 2007. Apesar disso, o conjunto de empresas fechou o trimestre com lucro líquido 25% superior ao do mesmo período do ano passado.
  • Depois da aguda escassez das últimas semanas, as linhas de financiamento à exportação começaram a reaparecer, embora os custos continuem muito elevados e os prazos de vencimento, curtos. Empresas de médio porte chegam a pagar 20% de juros ao ano no Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).
  • Dois meses de tensão no mercado financeiro e de forte alta do dólar derrubaram a venda de viagens internacionais em até 80%. Agências de turismo reduzem preços, negociam descontos com hotéis e dão ênfase às viagens de nacionais para manter os negócios

O Estado de S.Paulo - O governo anunciou ontem uma série de medidas para estimular a atividade econômica e reduzir o impacto da crise financeira internacional. A principal iniciativa foi ampliar o prazo para que as empresas paguem determinados impostos, o que deverá injetar R$ 21 bilhões na economia. Além disso, as linhas de empréstimo oficiais serão reforçadas, com a oferta de mais R$ 24 bilhões em crédito às empresas de grande e pequeno porte.

  • A queda nas vendas fez crescer o estoque de veículos nas fábricas e lojas. Elas fecharam outubro com 297,7 mil veículos em estoque, o equivalente a 38 dias de vendas. Antes da crise, o total mantido nos pátios das montadoras e nas revendas equivalia a 25 dias. Os dados incluem carros, caminhões e ônibus.
  • Pequenas têm maior agilidade para mudanças. Estratégias de sobrevivência distintas marcam a continuidade de empresas longevas de grande, médio e pequeno portes. Entre as micro e pequenas, as maiores dificuldades incluem ausência de comportamento empreendedor e de planejamento prévio, além de deficiências na administração do negócio, segundo Marco Aurélio Bedê, coordenador de pesquisas do Sebrae/SP.
Folha de S.Paulo - Sinais de recessão levaram o Banco da Inglaterra a fazer a maior redução de juros dos últimos 27 anos no Reino Unido. O corte foi de 1,5 ponto percentual, para 3%. O BCE (Banco Central Europeu) seguiu o mesmo rumo. Embora com menos agressividade: cortou a taxa em 0,5 ponto, para 3,25%. No Brasil, a ata da reunião do Copom que manteve o juro em 13,75% na semana passada indica que ele poderá voltar a subir.

Governo anuncia medidas anticíclicas para dar sustentação à economia...

Entre as medidas estão a liberarção de recursos adicionais do FAT para concessão de crédito às pequenas e microempresas, além de ampliação do prazo para recolhimento de impostos

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou na tarde de quinta-feira (06) , medida já anunciada pelo governo, de destinar adicionalmente R$ 5,25 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), aplicados em títulos públicos, à ampliação do crédito às pequenas empresas e microempresas. O objetivo é atenuar para o segmento os efeitos da escassez de crédito devido à crise financeira global.

Inicialmente serão liberados R$ 1,25 bilhão, inclusive para projetos de agricultura familiar. Os outros R$ 4 bilhões serão liberados a partir de janeiro, apenas para as empresas. O repasse desses recursos será feito pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES e outros agentes financeiros.

Além dessa medida, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou também durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a concessão de novas linhas de crédito para a produção, além de uma extensão no prazo para as empresas pagarem alguns tributos federais: o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Renda Retido na Fonte e a Contribuição da Previdência. Já o Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) vão ter apenas mais cinco dias de prazo.

Leia a matéria na íntegra:
http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?noticia=7862248&canal=214
http://www.agenciasebrae.com.br/

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Xõ crise ! Natal, DF espera aumentar vendas em 25%

Considerado o melhor período de vendas do varejo, o Natal faz a alegria dos centros de compras do Distrito federal, que preparam decoração e atividades variadas para entreter e levar os brasilienses às compras.

A expectativa é de alta de 15% a 25% nas vendas e o tráfego de pessoas deve incrementarem até 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Os investimentos variam de R$ 500 mil a R$ 700 mil. No Alameda Shopping, a árvore de Natal com trenzinho é o atrativo da decoração de fim de ano. Ao todo, o centro investiu R$ 500 mil na ação de Natal.

“A expectativa é incrementar as vendas em 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Durante a campanha, também esperamos que o tráfego de pessoas cresça 20%”, anuncia o gerente de marketing Alexandre Mendes.

Papai Noel, duendes, fadas, magos e atividades para as crianças fazem parte das atrações
do Natal do Brasília Shopping. “Com um investimento de mais de R$ 700 mil na ação, esperamos um aumento de 25% nas vendas e 30% no fluxo em relação ao Natal de 2007”, ressalta o superintendente Geraldo Mello.

Para celebrar a data, o Terraço Shopping aposta em música erudita e Bossa-Nova. A decoração traz Fábrica de Bolas de Natal, com estação de trabalho dos pequenos ajudantes do Papai Noel.
O centro investiu R$ 560 mil nessas pré natalinas.

Fonte: Boletim da Fecomércio/DF

Aumento do prazo de pagamento dos impostos ajudará empresas a vencer a crise crise

Medida favorecerá especialmente pequenas indústrias
O aumento de dez dias no prazo de pagamento dos impostos federais anunciado hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ajudará as empresas brasileiras a superar a falta de liquidez e a escassez de crédito provocadas pela crise financeira internacional. “A medida terá impacto positivo, principalmente para as pequenas e médias empresas”, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, durante a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ele destacou, no entanto, que o governo deveria estender o prazo de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social para o último dia do mês. Isso porque, ao adiar do dia 20 para o dia 25 do mês, o prazo de recolhimento das duas contribuições aumentou em apenas cinco dias e não dez, como ocorreu com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto de Renda na fonte e as contribuições à Previdência Social. Segundo Monteiro Neto, todas as medidas adotadas pelo governo até agora para minimizar os efeitos da crise financeira foram corretas. ]

Atualmente, a indústria recebe o valor das vendas em um prazo médio de 45 dias e precisa pagar os impostos antes disso, dentro de 30 dias em média. Os dez dias adicionais para o recolhimento dos tributos permite um ajuste no fluxo de caixa das empresas. Na avaliação do presidente da CNI, a crise financeira traz novos desafios ao Brasil. Para enfrentar a recessão que se anuncia, o país terá que alterar a forma de condução da política econômica. Isso inclui o abrandamento da política monetária e um ajuste fiscal, que reduza os gastos correntes do governo e aumente os investimentos.

A dilatação do prazo de recolhimento dos tributos e a aceleração da compensação dos créditos tributários, outro compromisso mencionado pelo ministro da Fazenda, integram as medidas da agenda emergencial proposta na Carta da Indústria, documento consolidado no 3º Encontro Nacional da Indústria, que a CNI realizou em 28 e 29 de outubro, em Brasília.

A agenda emergencial para o país minimizar os impactos da crise propõe ainda a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a recomposição das linhas de finan­ciamento às exportações. Na Carta da Indústria, os empresários também sugerem avanços na agenda de longo prazo do país, para aumentar a capacidade de resposta da economia contra as crises externas e estimular o crescimento. A prioridade da agenda de longo prazo é uma reforma tributária que desonere os investimentos e as exportações. Na avaliação do presidente da CNI, o projeto de reforma tributária em tramitação no Congresso deve ter o apoio do setor produtivo, pois simplifica o sistema de arrecadação e desonera os investimentos e as exportações.

Ata do Copom sinaliza que BC pode voltar a elevar juros e é destaque do noticiário econômico

Estadão.com - Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro, divulgada hoje, afirma que os diretores do Banco Central entendem que "a consolidação de condições financeiras mais restritivas poderia ampliar os efeitos da política monetária sobre a demanda e, ao longo do tempo, sobre a inflação." No encontro que aconteceu no dia 28 e 29 de outubro, o comitê decidiu por unanimidade interromper o ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa Selic em 13,75% ao ano.
No mesmo trecho do documento, os membros do Copom sinalizam que a volta do aperto monetário não está descartada, ao defenderem que a política monetária deve atuar "na medida em que o balanço de riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, por meio do ajuste da taxa básica de juros, ainda que não necessariamente de forma contínua."

GI– As principais bolsas da Europa vivem mais um pregão de fortes quedas, nesta quinta-feira (6). Por volta das 7h15 (horário de Brasília), a bolsa de Londres recuava 2,96%, enquanto a de Paris perdia 3,64%. Em Frankfurt, na Alemanha, a baixa era de 3,09%.

Folha de S.Paulo - Em reunião em Brasília, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fecharam o preço básico da venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil: cerca de R$ 6,4 bilhões, apurou a Folha. O valor deverá sofrer ajustes antes de a operação se concluída. O preço de venda do banco paulista era o principal impasse nas negociações. Agora, a transação só depende do aval do presidente Lula.

Correio Braziliense - Banco do Brasil vai repassar R$ 4 bilhões ao setor automotivo para financiar a venda de veículos. O ramo foi atingido em cheio pela crise. Os negócios caíram 13,8% em outubro.

Valor Econômico - Estratégia do governo é apoiar o crescimento do mercado interno para compensar, ainda que parcialmente, a retração da demanda internacional, disse ontem o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante o seminário "O Valor da Moda", no Rio.
Colaborou: Allan Madsen

Para governo, economia continua crescendo em 2009, mas menos...

A expectativa do relator da proposta orçamentária de 2009, senador Delcídio Amaral (PT-GO) é que o governo apresente uma revisão nos parâmetros de inflação, câmbio e crescimento até 21 de novembro. Segundo o senador, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já trabalharia com um crescimento do PIB de aproximadamente 3,7% para o ano que vem.
Para aprovação do relatório preliminar, o relator cedeu às pressões e aumentou o valor das emendas individuais de R$ 8 milhões para R$ 10 milhões (cada parlamentar pode apresentar um máximo de 25 emendas que totalizem esse valor).

Tal medida, em tese, não significaria aumento de despesas, pois os recursos seriam buscados nas emendas de bancada (R$ 1,481 bi previsto) e de comissão, que acabam operadas pelos ministérios. Por que em tese? Porque, geralmente, são emendas de mais baixa execução, o que pode significar cortar vento.

Daqui para frente, a Comissão Mista e o Ministério do Planejamento possam trabalhar juntos na identificação dos cortes no custeio e no investimento, em função da revisão dos indicadores de crescimento econômico e da arrecadação, imposta pela crise financeira globa. A previsão da cúpula da Comissão é de votação final do Orçamento em 22 de dezembro.