segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Na economia, a reunião do Copom é o destaque da semana
Consultoria Santafé Idéias
www.santafeideias.com.br
O Banco Central volta a reunir,nesta terça-feira (10), o Comitê de Política Monetária (Copom) para tomar, mais uma vez, uma difícil decisão sobre a trajetória dos juros básicos, com a calibragem periódica da taxa Selic. Quando a decisão for anunciada, na quarta-feira, o crescimento da economia no segundo trimestre já vai ser de pleno conhecimento do país.
Embora o objetivo da autoridade monetária não seja reduzir o ritmo de crescimento, mas perseguir a meta de inflação, os números do PIB do segundo trimestre não devem criar qualquer tipo de constrangimento para que o Copom mantenha o rigor na fixação dos juros, de modo a devolver a inflação ao centro da meta de 4,5% em 2009.
A expectativa dos analistas econômicos é que o crescimento, a ser divulgado pelo IBGE logo no início da quarta-feira, venha forte, superior a 5% em relação ao segundo trimestre de 2007, puxado pelos investimentos produtivos e pelo consumo das famílias.
O Banco Central, que elevou a Selic em abril e reafirmou a elevação de 0,5 ponto no início de junho, aumentou a calibragem para 0,75 em julho, levando a taxa a 13%. Tudo indica que os juros sobem novamente. Indica também, aliás, há alguns meses, que o Copom está olhando para a inflação de 2009. Por fim, há indicativos de que os efeitos desse ciclo de elevação dos juros sobre o crescimento econômico também vão se tornar mais visíveis no próximo ano.
Paixão por trufas...
Especial para este Blog
Além das grandes lojas do ramo, é cada vez maior o número de pessoas que, artesanalmente, preparam e comercializam produtos derivados do chocolate. Dentre elas, está Maria Amélia Monteiro Dias Ferrari, 30 anos, nascida em São Paulo e que ainda criança mudou-se para José do Sapucaí, Minas Gerais.
Começou a vender pães de queijo e enroladinhos para comprar passagens e visitar o namorado que havia se mudado de Minas para trabalhar na capital federal. Seu contato inicial com o preparo de produtos de chocolate aconteceu quando uma de suas primas, após ter feito um curso de Ovos de Páscoa, dispôs-se a ensiná-la. Um dia, ao folhear uma revista, viu uma receita de trufa e resolveu experimentá-la. Praticou bastante antes de começar a vender o produto.Em 2001, Maria Amélia mudou-se para Brasília, pois começaria a trabalhar em uma empresa prestadora de serviços tecnológicos. Em seguida, casou-se com seu namorado e teve sua filha, Maria Júlia. O casamento durou três anos. Mesmo trabalhando oito horas por dia e tendo de cuidar da filha e dos afazeres domésticos, não deixou de fazer aquilo que se tornou sua verdadeira paixão: as trufas.
Hoje, nove anos após aprender a fazê-las, ela vende, em média, 400 trufas por mês, diretamente ao consumidor ao preço de R$ 2,50 a unidade. Também fornece sua especialidade à cantina do Banco do Brasil e para uma padaria da 716 Norte que lhe pagam R$ 1,50 por unidade. Sobre a diferença do preço, Maria Amélia explica: “tenho que vender mais barato, pois eles não vão pegar um produto sem possibilidade de lucro.”
As trufas fazem tanto sucesso na cantina do Banco do Brasil que os clientes até reclamam ao dono quando falta algum sabor. “Hoje quase apanhei aqui porque estavam faltando alguns sabores”, brincou o dono da cantina.
Fazer trufas é muito demorado. Leva-se de três a quatro horas para dar o ponto do chocolate, para em seguida recheá-las. Maria Amélia chega a ficar acordada até às seis horas da manhã em época de Páscoa devido às grandes encomendas, precisando contratar uma pessoa para ajuda-la no período. Mesmo tendo o dia muito corrido, nada a impede de fazer suas trufas. “Quando você está fazendo uma coisa que gosta, você nem se importa, nem vê o tempo passar”, afirma. Além do mais, garante que o lucro é ótimo. Chega a faturar R$ 2.500 líquidos na Páscoa.
São 15 sabores de trufas: abacaxi, morando, figo, cupuaçu, damasco, coco, cereja, nozes, mousse de maracujá, limão, tradicional, passas ao rum, creme de castanha e creme de morando. A de passas ao rum a recordista de vendas. Maria Amélia, que mora na 716 Norte com a filha, prepara semanalmente suas trufas, e diz que a única coisa que sente é não ter um espaço maior para prepará-las. Ela tem a preocupação de tirar toda a gordura do chocolate ao prepará-las para chegar ao ponto certo e a massa não ficar pesada. A gordura retirada não fica sem serventia. O subproduto é dado a uma senhora que a usa para fazer sabão.
Maria Amélia pretende fazer um site de venda de trufas pela internet e até mesmo abrir uma pequena loja .
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Ponto de encontro de quem faz arte
Lia Sahadi
especial para este blog
A Casa das Artes, aberta em 1979, é resultado do sonho de Hilton Pinheiro Mendes, de transformar um prédio comercial do Plano Piloto em um shopping que abastecesse as necessidades dos artistas de Brasília e, ao mesmo tempo, divulgasse eventos. Hilton já era proprietário de duas papelarias e de uma fábrica de caixas de papelão. A fábrica começou a tomar-lhe tanto tempo , que resolveu passar as papelarias e a Casa das Artes para dois de seus quatros filhos, Mariana e Hilton Mendes Júnior, no controle do negócio há cinco anos.
No site: http://www.acasadasartes.com.br/ , clientes e interessados podem tirar dúvidas, dar sugestões e ver cursos disponíveis. A loja também distribui um jornal informativo com a agenda cultural da cidade, promoções e curiosidades.
domingo, 31 de agosto de 2008
Crochêmalhas 2008, oitava edição
Começa, nesta quinta-feira, 04, em Inconfidentes, sul de Minas Gerais, a oitava edição da Feira Crochêmalhas, uma promoção da Prefeitura Municipal , da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária, de empresários e artesãos da cidade. A Feira, realizada no Parque de Exposições Norberto Bonamichi, com entrada franca em todos os dias, encerra-se no domingo 07 de setembro.A Feira de crochê, malhas, viscolycra, tapetes, teares, artigos pra decoração e artesanato terá uma programação diversificada, e busca atrair novos negócios para os empresários instalados no município.
Inconfidentes, uma cidade com pouco mais de seis mil habitantes , vem apresentando, na última década, relevante crescimento econômico. A instalação de diversas indústrias no município transformou a cidade num dos maiores produtores de crochê, malha e fios do Sul do Estado, permitindo que a taxa de desemprego fosse reduzida para 1%. Inconfidentes faz parte do Circuito da Malhas, região do extremo Sul de Minas, formado pelas cidades de Ouro Fino, Jacutinga, Monte Sião e Borda da Mata.
Linhas, tapetes, crochês, artesanatos e malhas produzidos na cidade são comprados por todas as regiões do país. Essa abertura de mercado tem a ver com a qualidade, criatividade e diversidade dos produtos, com investimentos das empresas em tecnologia, preço competitivo e a receptividade da população. São mais de 80 malharias espalhadas na cidade e também na zona rural. Além disso, crocheteiras de outras cidades como Tocos do Mugi, trabalham em tempo integral para o comércio de Inconfidentes.
São mais de 30 empresas especializadas em crochê, o que gera mais de 500 empregos indiretos (as chamadas crocheteiras, emprego informal que garante renda a muitas mulheres do município, contribuindo com o orçamento familiar).
As malharias, que iniciaram suas atividades de maneira informal, com menos de cinco funcionários, hoje estão com mais de 30 empregados diretos, produzindo cerca de 2 toneladas em mercadorias que vão aos quatro cantos do país e, de forma crescente, para outros países, como Canadá, Estados Unidos e países da Europa.
Mais informações:
Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo
(35) 3464-1173
e-mail: prefeitura@inconfidentes.mg.gov.br
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=53378942
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Cachorro quente dos melhores e excelente atendimento
Por Lia SahadiEspecial para este blog
Seis horas da tarde é horário de pico no trânsito de Brasília e também nas imediações do carrinho de Cachorro-quente do Edvaldo. Localizado na 104 Norte há 22 anos, e sempre bem movimentado, foi indicado, em 2008, pelo Júri da Revista Veja, como um dos destaques gastronômicos da cidade.
O dono do pequeno negócio, Edvaldo dos Santos (na foto acima), tem 52 anos, é baiano e reside em Brasília desde 1976. Chegou a trabalhar até 1986 como porteiro na 105 Norte, mas a renda era muito baixa para o sustento da mulher e quatro filhos. Resolveu, então ,trabalhar nos finais de semana vendendo cachorro quente. O negócio deu tão certo que, após três anos, largou o emprego.
O Cachorro-quente funciona de domingo à sexta, das 18h às 23h, com a ajuda de um dos filhos e um sobrinho (na foto abaixo). Edvaldo, morador da Candagolândia, afirma que, a cada dia, gosta mais do que faz. Diz que é muito gratificante ver pessoas que freqüentavam, quando ainda muito jovens, seu estabelecimento e, agora, chegam com a família para o lanche da noite. Um de seus fregueses, logo que se mudou para Brasília, foi no carrinho do Edvaldo que primeira vez lanchou fora de casa, na capital. Agora, já casado, continua indo ali freqüentemente com a mulher e filhos.
Por R$3,00 compra-se o cachorro-quente completo que, além do pão e da tradicional salsicha, tem milho, batata palha, queijo mussarela e vinagrete. O refrigerante custa R$ 2,00. Diariamente uma média de 150 a 200 pessoas passam pel local para lanchar. O dia mais cheio é o domingo, quando bate aquela preguiça, na maioria das pessoas, de cozinhar à noite. Muitos dos seus clientes são freqüentadores da igreja, localizada em frente.
João Vitor Cavalheiro, 18 anos, estudante, é um dos clientes de seu Edvaldo. Conheceu o carrinho através de comentários de amigos e diz que é o melhor cachorro-quente que já provou. Tanto, que freqüentemente sai do Sudoeste, onde mora, até a Asa Norte para lanchar. Seu Edvaldo é um típico caso de sucesso, do qual podemos extrair uma dica valiosa: excelente produto aliada a um ótimo atendimento.
domingo, 17 de agosto de 2008
Nicho de mercado para os pequenos negócios: armarinhos com produtos e aulas de artesanato
Grandes lojas de departamentos há muitos anos abdicaram de ter um seção específica para as miudezas catalogadas como produtos de armarinhos: botões, elásticos, linhas, agulhas de costura, tricô ou crochê, lãs de todos os tipos e cores. Alegam dificuldades de controle do estoque e a pouca margem na comercialização desses produtos.
Ponto para micro e pequenos negócios, que continuam indo muito bem nessa lida de vender um pouquinho de tudo. Mas para aumentar a freguesia, muitos armarinhos estão inovando: passaram a vender também artigos especiais para presentes e material para artesanato. Há os que inovaram ainda mais. Se há espaço disponível, transformam parte das instalações em salas de aulas. Os professores são pagos diretamentes pelos interessados. E o armarinho ganha vendendo tudo que o pessoal precisa para tricotar, crochetar, bordar, ou fazer lindas caixas decorativas e utilitárias.
Este armarinho das fotos está localizado na principal rua de Ouro Fino, cidade do sul de Minas, a 13 de maio. O ponto é excelente e antes ali funcionava uma mercearia e depois um bem instalado mini mercado do Sr. Estanislau, que criou os filhos à frente do negócio. Mas Ouro Fino, perto de cidades grandes como Campinas e mesmo São Paulo, não está imune a concorrência de redes de supermercados que proliferam no interior, das quais quem vive em Brasília sequer tem noção.
Já velhinho, o Sr. Estanislau aposentou-se e passou o ponto para a filha que fez ali uma verdadeira revolução. Na parte de baixo, é um armarinho tradicional que também vende produtos para artesanato de todo o tipo. Em cima, passou a funcionar uma grande sala de aula. Cada dia uma professora diferente para uma diferente técnica. Neste dia, que estive lá, final de julho, ensinava-se como fazer caixas decorativas. Não resisti de tão lindas e comprei várias feitas pela minha prima Ângela.
Em Minas, o santo da devoção ainda é forte candidato ao batismo de pequenos negócios
Ao contrário dos grandes centros, onde a escolha do nome de uma empresa, mesmo pequena ou micro, é resultado de discussões de entendidos em marketing ou levam em conta a onda do momento em termos de moda e linguajar, no interior do Brasil, esse batismo não é nada complicado.
Grande parte dos negócios mineiros leva o nome do santo de devoção da família ou da comunidade, como acontece com este pequeno hotel de beira de estrada entre Itaúna, perto de Belo Horizonte, e Ouro Fino, bem no sul do estado, quase na divisa de São Paulo.
O hotel, com aparência de novinho em folha, não apenas ostenta o nome como a imagem da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Me contaram que, dar nome de santo a estes pequenos hotéis fora do perímetro urbano das cidades, é uma forma de se evitar que sejam confundidos com os de alta rotatividade.